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Carlos Cruz vai passar a ceia de Natal a casa

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Dentro de um ano, Carlos Cruz pode pedir para cumprir o resto da pena em prisão domiciliária

António Pedro Ferreira

Ricardo Sá Fernandes diz esperar que o ex-apresentador de televisão saia da prisão no próximo dia 24, em regime de licença precária

O ex-apresentador de televisão Carlos Cruz, a cumprir pena de prisão no âmbito processo Casa Pia, vai passar o Natal a casa, em regime de licença precária, disse esta sexta-feira à agência Lusa o seu advogado.

"Suponho que sai no dia 24 [de dezembro]", adiantou Ricardo Sá Fernandes, em declarações à agência Lusa.

O advogado explicou que o pedido de licença precária foi deferido pelo juiz de Execução de Penas, e que o Ministério Público não contestou a decisão, pelo que, agora, "já está assente" que Carlos Cruz "vai passar o Natal a casa".

Quanto ao pedido de liberdade condicional do ex-apresentador de televisão, que acaba de completar dois terços da pena de prisão a que foi condenado, Ricardo Sá Fernandes referiu que a apreciação do assunto compete ao Tribunal de Execução de Penas, e acrescentou que, em janeiro, deverá haver novidades.

Carlos Cruz havia cumprido, em dezembro de 2014, metade da pena (três dos seis anos) a que foi condenado, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter alterado, em sede de recurso, a pena inicial de sete anos de prisão a que Carlos Cruz tinha sido condenado na primeira instância, fixando-a em seis anos, por três crimes de abuso sexual de menores.

Foram ainda condenados no processo Casa Pia, relacionado com abusos sexuais de alunos e ex-alunos da instituição, o antigo motorista casapiano Carlos Silvino (15 anos de prisão), o médico Ferreira Dinis (sete anos de prisão), Manuel Abrantes (cinco anos e nove meses) e Jorge Ritto (seis anos e oito meses).