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Guilherme Pinto estranha mapeamento cultural do norte

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Conselho Metropolitano do Porto vai analisar esta sexta-feira o mapa de projetos a candidatar ao quadro comunitário 2020 na Saúde e Cultura. Líder da Câmara de Matosinhos contesta critérios na área cultural

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O presidente da Câmara de Matosinhos prepara-se para contestar esta sexta-feira, em Vila do Conde, o documento-base para a atribuição de fundos europeus para a área da cultura, no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio até 2020.

Guilherme Pinto não se conforma com os critérios de mapeamento gizado pela Direção Regional da Cultura do Norte, que sustenta serem vagos, subjetivos e, acima de tudo, incoerentes, por deixarem de fora projetos de projeção nacional - a Casa da Arquitetura, a Casa e a Incubadora de Design, a Orquestra Jazz ou o Quarteto de Cordas de Matosinhos.

"Não estou a reivindicar apoios para projetos paroquiais ou de âmbito municipal, que estes são da nossa competência", refere o autarca independente, confessando estar estupefato e apreensivo com a falta de rigor do documento.

Ao contrário do que acontece com o mapeamento da Saúde, onde as "infraestruturas a financiar estão bem identificadas", o autarca estranha que o documento para a cultura refira como princípio não pretender detalhar os equipamentos a intervencionar, embora refira em concreto apoios, por exemplo, à Fundação Nadir Afonso, em Chaves, à Plataforma das Artes, em Guimarães, à Casa da Criatividade, em S. João da Madeira, ou a Serralves e à Casa da Música, no Porto.

"Nada temos a opor a que sejam contemplados, apenas que não haja o mesmo reconhecimento em relação a projetos que são referências públicas nacionais", acrescenta o autarca, que alerta que estará atento ao que se irá passar esta sexta-feira no encontro do Conselho Metropolitano, na expetativa de que o documento seja alterado ou de que "o atual governo possa fazer a revisão da matéria dada".