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30 empresas apostam na “economia de baixo carbono”

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Três dezenas de empresas ligadas ao Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD) avançaram com um conjunto de medidas ambientais que lhes permitem poupar milhões de euros, reduzindo as emissões de gases de efeito de estufa.

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Reduzir o uso e reciclar papel, poupar energia nos edifícios ou optar por uma mobilidade mais eficiente fazem parte de um conjunto de medidas adoptadas por 32 empresas nacionais que assim contribuem para o combate às alterações climáticas. Os exempos foram apresentados, esta quarta-feira, na conferência “Economia de Baixo Carbono – Soluções made in Portugal by BCSD”, que decorreu no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

O projeto do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD) foi idealizado a pensar na Cimeira do Clima (COP21), que começa em Paris a 30 de novembro. O objetivo é "identificar e partilhar" soluções de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e "contribuir para que as empresas encarem o caminho para uma economia mais sustentável como uma oportunidade para melhorar a competitividade das empresas", sublinha a organização em comunicado.

A ideia é reforçada por Fernanda Pargana, secretária-geral do BCSD Portugal: “A transição para uma economia menos intensiva em carbono é vista como uma oportunidade de negócio, para as empresas e pelos agentes que financiam a economia, porque reduz o risco e aumenta a resiliência das organizações empresariais num contexto em grande mudança”.

Entre as soluções apresentadas para reduzir as emissões de GEE nas empresas envolvidas constam 19 ligadas à eficiência energética, que já contribuiram para diminuir 21% das emissões de CO2 ,valor que vai ao encontro das metas do Programa Nacional para as Alterações Climáticas. Só na área da eficiência energética, 17 empresas investiram cerca de 15 milhões de euros no total, indica a BCSD, o que já lhes permitiu obter "uma poupança conjunta de cerca de 13 milhões de euros por ano". Numa década, essa poupança pode chegar a 132 milhões de euros.

Envolvidas no projeto estão, para já, a Abreu Advogados, ANA – Aeroportos de Portugal, Bosch Termotecnologia, Brisa, Caixa Geral de Depósitos, Cimpor, CTT – Correios de Portugal, EDP, Ferpinta, Galp Energia, Gestamp, grupo Jerónimo Martins, grupo Portucel Soporcel, Lactogal, LIPOR, Metropolitano de Lisboa, Nestlé Portugal, NOS, Novo Banco, REN, Secil, Siemens, Soja de Portugal, Sonae MC, Vieira de Almeida & Associados.

Além das medidas de eficiência energética, as empresas apostaram também em substituição de matérias primas nos processos industriais, no recurso a energias renováveis e em sistemas de mobilidade de baixo carbono.