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Saiba como o Facebook e Twitter são nossos ‘amigos’ em caso de atentado

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Em acontecimentos como os atentados de 13 de novembro em Paris, as redes sociais são local de consolo e partilha. Nalguns casos, podem iludir terroristas ... com gatinhos. Foi o que aconteceu este domingo na Bélgica. Nós mostramos como

Soraia Pires

Já lá vai o tempo em que as redes sociais quase só serviam para partilhar momentos, músicas e reencontrar pessoas afastadas pelo tempo e pela distância. Hoje,as redes sociais são instrumentos de informação.

Na noite de domingo, 22 de novembro, a polícia belga pediu aos meios de comunicação social e aos cidadãos para não divulgarem informações sobre as operações que estavam em marcha para travar a ameaça terrorista. Os meios de comunicação social respeitaram o apelo das autoridades e os internautas responderam de forma surpreendente, colocando no Twitter imagens e vídeos de gatos, para “despistar” os terroristas procurados pelas autoridades.

Os gatos e gatinhos formaram um “escudo virtual” que travou a circulação de informação que poderia pôr em causa a operação que estava em marcha.

A polícia belga já agradeceu a iniciativa, pelo Twitter... de forma original. As autoridades usaram uma imagem com comida para gatos, com esta mensagem: “Para os gatos que nos ajudaram ontem à noite... sirvam-se”.

O novo papel das redes numa Europa em convulsão

Em momentos de grande tensão, como aqueles que se viveram no decurso dos atentados do passado dia 13, em Paris, Facebook, Twitter e mesmo o Snapchat e Instagram servem para informar. Mas também prestam “serviço público”, como referiu o presidente do Twitter, Damien Viel.

E esse serviço público é ajudar-nos a perceber se amigos, familiares e conhecidos estão bem e em segurança. E vai ainda mais longe: há quem peça socorro (como aconteceu com um jovem que estava dentro do Bataclan) e até quem ajude as autoridades.

Na noite dos atentados na capital francesa, quatro milhões de pessoas disseram que estavam vivas e bem via Facebook. A rede reagiu com rapidez e prontidão aos atentados de 13 de novembro, disponibilizando de imediato a ativação da funcionalidade Safety Check, que permitiu tranquilizar milhares de pessoas em todo o mundo nessa noite de acontecimentos trágicos.

Esta funcionalidade permite saber se algum amigo virtual está bem e em segurança, e continua ativa.

Em abril deste ano, o Safety Check já tinha sido ativado, na altura do violento sismo que atingiu o Nepal. Através desta funcionalidade do Facebook, conseguimos contactar diretamente com os conhecidos, que recebem uma notificação na sua conta.

Twitter: o ‘anfitrião’ virtual

A 13 de novembro o Twitter também foi utilizado para dar apoio a quem precisava. Através da hashtag #PorteOuverte, esta rede social foi inundada de tweets de residentes da capital francesa, que ofereceram as suas casas como abrigo para as vítimas dos ataques terroristas levados a cabo pelo Daesh, e para todos os que estando na rua, se viram impedidos de regressar a casa.

Damien Viel, presidente do Twitter, disse ao jornal francês “Le Figaro” que esta hashtag foi retweetada um milhão de vezes só naquela noite: “É impressionante”.

Mas esta onda de solidariedade não se limita apenas às redes sociais. Também a plataforma Airbnb, um plataforma online de aluguer de casas e quartos, também apoiou os afetados pelos atentados de Paris, oferecendo alojamento gratuito nessa noite e dias seguintes a quem dele precisou.