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Novo Banco prepara saída de mil trabalhadores

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Plano de reestruturação liderado pela equipa de Eduardo Stock da Cunha passa pela redução de cerca de 1000 funcionários e encerramento de balcões

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O Novo Banco está a ultimar um plano de dispensa de funcionários na atividade doméstica, medida que visa reduzir o quadro de pessoal para menos de 6000 trabalhadores. Apesar de o número de despedimentos ainda não estar fechado e, consequente, o encerramento de balcões da instituição em Portugal, a fasquia de dispensas não andará longe do milhar de fundionários, cenarário que já terá sido negociado em Bruxelas.

De acordo com o “Jornal de Negócios” desta segunda-feira, no caso do BCP, a Direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia impôs a redução de 1.100 trabalhadores, cenário que Bruxelas exige como premissa para aprovar o plano de reestruturação do Novo Banco.

No final de junho, o Novo Banco tinha 812 funcionários nas operações exteriores, o que prefazia um total de 7.527 quadros. A equipa de Eduardo Stock da Cunha ainda irá ter de discutir o plano de cortes com os sindicatos dos bancários, o que só deverá acontecer após o programa de reestruturação estar concluído.

A instituição já encerrou cinco sucursais em Portugal, mas a redução da rede de agências não deve ficar por aqui, tudo dependendo ainda da última palavra de Bruxelas. Já afastado está o cenário, que chegou a ser equacionado, de cortes salariais. Gerar poupança nos custos de pessoal e de funcionamento da instituição é a meta imediata do Novo Banco, que fechou os primeiros seis meses de 2015 com um prejuízo de 251,9 mulhões de euros.