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Federação Nacional da Educação reivindica reposição salarial em 2016

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FNE exige ao novo governo a reposição integral dos salários dos professores já no próximo ano. Pacote de reivindicações passa ainda por vinculação aos quadros após três anos de contrato

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Para inverter o ciclo de instabilidade e precariedade da era Nuno Crato, a Federação Nacional da Educação (FNE) vai exigir ao novo Governo um conjunto de medidas destinadas a professores e trabalhadores não docentes ligados à educação. O pacote de reivindicações, apresentado esta segunda-feira de manhã, da sede da FNE, no Porto, passa pela reposição salarial em 2016, a vinculação aos quadros do Ministério da Educação dos professores ao fim de três anos de contrato e ainda um regime especial de aposentação, justificado com o elevado desgaste da carreira docente.

A federação pretende que os cortes aplicados aos vencimentos dos professores sejam eliminados após a tomada de posse do próximo governo, com efeitos no início do ano, pondo assim fim às reduções impostas pela troika, desde 2014. A FNE defende ainda a aplicação da lei geral aos professores contratados, revogando o procedimento excecional para a carreira docente da gestão de Nuno Crato, que ditou que os professores passassem a efetivos do Estado após cinco contratos anuais em vez de três.

Em relação ao sistema de aposentações, a federação sindical preconiza um regime especial de reforma sem penalizações ao fim de 36 anos de serviço, independentemente da idade de aposentação, uma medida excecional sustentada no desgaste rápido dos docentes.