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Machete: “Não é de esperar” atentado em Portugal, mas “medidas de precaução” são vitais

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Nuno Botelho

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse este domingo que Portugal tomou “as medidas cautelares” necessárias após os atentados de Paris, considerando que “há um problema de risco geral” apesar de não existir “nenhum aviso particular” ao país

“Ninguém está a salvo desse tipo de atentados. Espero que isso não aconteça. Tomaram-se as medidas cautelares para o evitar”, disse este domingo aos jornalistas Rui Machete à entrada de um encontro inter-religioso em memória das vítimas dos atentados de Paris, na Mesquita Central de Lisboa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou que Portugal tomou as medidas necessárias, admitindo que “garantias absolutas não existem neste momento”. “Fez aquilo que era necessário fazer. Há um problema de risco geral, mas não há nenhum aviso particular. Não é de esperar que isso aconteça [atentado terrorista em Portugal], mas têm que se tomar as medidas de precaução necessárias”, afirmou o ministro, acrescentando que “as pessoas não têm que se sentir alarmadas”, mas sim “vigilantes”.

Sobre os portugueses que combatem no grupo extremista Estado Islâmico (Daesh), Rui Machete referiu que “a polícia tem as suas informações, está vigilante e os serviços secretos tomaram as suas medidas”, sendo uma matéria que não pode ser divulgada.

Além de Rui Machete, participam no encontro interreligioso em memória das vítimas dos atentados de Paris o presidente da comunidade muçulmana em Portugal, Abdul Vakil, e o embaixador de França, Jean-François Blarel, bem como os representantes do corpo diplomático acreditado em Portugal.

Os ataques da semana passada em Paris fizeram 130 mortos, entre os quais dois portugueses, e cerca de 350 feridos.