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GNR, PSP e SEF mais atentos

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A Torre de Belém e outros monumentos e locais de maior concentração de pessoas em Lisboa têm sido mais vigiados desde os atentados em Paris

Luís Barra

Atentados de Paris fizeram aumentar o grau de vigilância e alerta nas fronteiras terrestres, vias ferroviárias e rodoviárias, costa marítima, e algumas embaixadas e locais de maior aglomeração de pessoas em Lisboa

A Guarda Nacional Republicana reforçou a vigilância as fronteiras terrestres, nas vias ferroviárias e rodoviárias, no controlo costeiro e nos locais de maior aglomerado de pessoas, após os atentados de Paris. Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da corporação, major Marco Cruz, diz que a GNR "aumentou o grau de vigilância" e de "alerta".

Marco Cruz adianta que, após os atentados da última sexta-feira, na capital francesa, foram dadas instruções ao dispositivo, designadamente ao do controlo costeiro, patrulhamento, investigação criminal e das zonas da fronteira terreste, para estarem mais atentos e reforçarem a vigilância em alguns locais mais sensíveis. O porta-voz sublinha que este reforço da vigilância foi feito por precaução, uma vez que o nível de alerta na área da segurança em Portugal mantém-se mesmo depois dos atentados de Paris.

Também por precaução, a PSP reforçou a vigilância de "todos os pontos considerados críticos" em Lisboa, nomeadamente na ponte 25 de Abril, zona da Baixa e locais turísticos com maior concentração de pessoas, como Mosteiro do Jerónimos, Torre de Belém e Centro Cultural de Belém.

Após os atentados de Paris, a PSP reforçou também a segurança nas embaixadas de França, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha na capital portuguesa, bem como nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.

Também o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) reforçou o controlo dos voos que chegam a Portugal provenientes de países de fora do espaço Schengen, enquanto nos provenientes do espaço europeu há um "controlo inopinado". O diretor do SEF, António Beça Pereira, esclarece que o controlo inopinado consiste em controlar alguns passageiros que chegam a Portugal em voos provenientes de países do espaço Schengen.

Pelo menos 130 pessoas, entre as quais dois portugueses, foram mortas em diversos ataques simultâneos em Paris, faz esta sexta-feira uma semana. Os atentados foram reivindicados pelo grupo extremista autodenominado Estado Islâmico, e que visaram uma sala de espetáculos, bares, restaurantes e o Estádio de França.

Esta sexta-feira, os ministros do Interior da União Europeia (UE), que estiveram reunidos em Bruxelas, decidiram reforçar imediatamente o controlo de todos os viajantes, incluindo da UE, nas fronteiras externas da área de livre circulação Schengen.

Os atentados de Paris voltaram a suscitar questões sobre a segurança das fronteiras externas de Schengen, uma vez que alguns dos autores dos ataques viajaram da Bélgica para Paris e o presumível "cérebro" do plano, Abdelhamid Abaaoud, pode ter regressado da Síria, onde combateu no Daesh, transitando pela Europa sem ser detetado.