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Famalicão. Padre e freiras suspeitos de maus-tratos e escravidão em convento

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Após uma denúncia de três noviças, a PJ realizou buscas no convento Fraternidade Missionária Cristo Jovem, em Famalicão, e constituiu como arguidos três freiras e um padre

A Polícia Judiciária (PJ) constituiu esta quarta-feira como arguidos três freiras e um padre da Fraternidade Missionária Cristo Jovem, convento situado em Requião, Famalicão, por suspeitas de cárcere, escravidão e maus-tratos, após a realização de buscas.

Em declarações à Lusa, o advogado da instituição, Ernesto Salgado, disse que as buscas da PJ ao convento realizaram-se entre as 7h e 13h, tendo sido apreendidos objetos e documentos.

A denúncia de cárcere, escravidão e maus-tratos partiu de três noviças (denominação dada à pessoa que se prepara, no noviciado, sob a direção de um mestre ou mestra, para a sua consagração religiosa), com idades entre os 20 e 30 anos, que, ao longo dos últimos dois anos, abandonaram o convento de "livre vontade", adiantou. "As noviças decidiram não seguir a vida religiosa e saíram da instituição, tendo agora a sua vida pessoal", frisou.

Ernesto Salgado realça que as freiras são as fundadoras do convento e o padre é o atual dirigente.

Os quatro arguidos vão ser presentes na segunda-feira, às 9h30, ao Tribunal de Famalicão.