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Miguel Macedo acusado de quatro crimes

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Manuel Jarmela Palos é suspeito de atos de corrupção no âmbito de uma investigação à atribuição dos 'vistos gold'

FOTO DR

A Operação Labirinto, que investiga a teia de favores na atribuição dos vistos dourados, fez 17 arguidos

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Miguel Macedo foi acusado de quatro crimes, entre eles três crimes de prevaricação e de tráfico de influência, no processo relativo aos vistos dourados. O antigo ministro da Administração Interna tinha sido constituído arguido em setembro, indiciado pelos mesmos crimes. Fica agora com Termo de Identidade e Residência, estando proibido de contactar com os restantes arguidos.

O despacho de acusação do Ministério Público, a que o Expresso teve acesso, refere também que Manuel Jarmela Palos, ex-diretor do SEF, foi acusado de três crimes (um de corrupção passiva e dois de prevaricação). Está agora impedido de viajar para o estrangeiro bem como contactar com os arguidos.

O empresário Paulo Lalanda de Castro, administrador da Octapharma, a última pessoa a ser constituída arguida no âmbito do processo, foi acusado de dois crimes de tráfico de influência.

Outro dos suspeitos de renome é António Figueiredo, ex-presidente do Instituto de Registos e do Notariado (IRN), que está em casa em prisão domiciliária desde a semana passada. Foi acusado de onze crimes (um de corrupção ativa, três de corrupção passiva, um de branqueamento de capitais, entre outros)

Já a antiga secretária-geral da Justiça Maria Antónia Anes foi acusada de um crime de corrupção ativa, outro de corrupção passiva e um terceiro de tráfico de influência.

A Operação Labirinto, que investiga a teia de favores na atribuição dos vistos dourados, fez 17 arguidos. Trata-se de uma investigação sobre indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.