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Lúcia Moreira é o nome da mãe de Ismael Omar, o terrorista que se fez explodir no Le Bataclan

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Lúcia tem origem portuguesa e emigrou com os pais da Póvoa do Lanhoso, Braga, quando ainda era criança. Último registo no Consulado português em Paris é de 1986 como solteira. Não tem BI nem cartão de cidadão português

Chama-se Lúcia Moreira e tem 54 anos. A mãe de Ismael Omar Mostefai é portuguesa mas segundo José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, "a emigrante não tem cartão de cidadão nem BI, não tem documentos portugueses."

O Expresso apurou junto de fontes ligadas à investigação que a mulher é oriunda e Póvoa do Lanhoso, distrito de Braga. Mas não tem qualquer ligação com Portugal e está a viver em França desde criança. O último registo consulado português em Paris data de 1986, quando habitava entao em Évry, região parisiense. Foi registada como solteira na altura.

Vive em Paris com o marido de nacionalidade argelina e já terá sido ouvida pelas autoridades francesas. Lúcia emigrou para França e tem apenas passaporte francês.

Segundo o "Diário de Notícias", a emigrante casou com Mohammed, um camionista de origem argelina com quem teve seis filhos, quatro rapazes - Omar é o segundo - e duas raparigas. Ainda segundo o "DN", os vizinhos relataram aos media franceses a forma cuidadosa como todos os filhos foram educados pela mãe portuguesa, de quem Omar, de 29 anos, herdou a pele e os olhos claros.

Fontes diplomáticas estão ainda a apurar se de facto Lúcia é mãe do terrorista de 29 anos.

Natural de Chartres, sudoeste de Paris, Omar Mostefai foi um dos primeiros jiadistas que se fez explodir durante os ataques terroristas em Paris, na última sexta-feira, tendo sido identificado pela polícia francesa através de uma impressão digital.

O jiadista foi sinalizado pelas autoridades turcas depois de, a 10 de outubro de 2014, França ter pedido informações sobre quatro suspeitos. No decorrer da investigação, surgiu o nome de Omar, cujos registos dão conta de ter entrado na Turquia em 2013, sem haver nota de ter saído.

A notícia foi dada em primeira mão pelo "The New York Times" do último domingo: Omar era filho de uma portuguesa e pai argelino. Ao Expresso, José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, não confirma a alegada ascendência do jiadista, e revela: “Seguramente, ele não tem a nacionalidade portuguesa.”