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Atlas das Aves Marinhas de Portugal lançado hoje

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Um livro e uma plataforma digital dão a conhecer 65 espécies de aves marinhas e costeiras portuguesas. O projeto da SPEA foi apresentado, esta tarde, no Oceanário de Lisboa, celebrando o dia Nacional do Mar

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Negrola, alma-de-mestre, pardela-balear, guincho, gaivota-real, chilreta, rola-do-mar ou maçarico-das-rochas são algumas das 65 espécies de aves marinhas e costeiras que constam do novo Atlas das Aves Marinhas de Portugal, hoje lançado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), que contou com a colaboração da Birdlife internacional.

No livro ou na plataforma online, os amantes da avifauna podem encontrar informação detalhada sobre a abundância, ecologia, habitat, distribuição e ameaças à conservação destas espécies, que constituem o grupo mais ameaçado de aves do mundo. “Este trabalho reúne pela primeira vez a mais detalhada informação de 65 espécies de aves pelágicas e costeiras para todo o espaço marinho português”, afirma Joana Andrade, coordenadora do Departamento de Conservação Marinha da SPEA, que considera o resultado “um marco na história da ornitologia em Portugal”.

A obra agora lançada resulta de oito anos de trabalho de registo e análise de censos marinhos em toda a ZEE nacional, em pontos estratégicos da costa continental (pontos RAM), e de um censo de aves costeiras invernantes nos estuários portugueses (Projeto Arenaria), e contou com a colaboração de 150 observadores.

“Este Atlas está destinado a ser um exemplo a seguir no mundo da ornitologia marinha. Não só pela quantidade e qualidade dos dados, mas também porque é o primeiro que combina uma publicação tradicional e uma plataforma interativa que permitirá conhecer e divulgar mundialmente a distribuição de todas as espécies, algumas das quais extremamente raras de ver no mar”, sublinha Iván Ramirez, coordenador do grupo de conservação na Europa e Ásia central da BirdLife e co-autor do livro.