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Digressão de Sócrates continua. Almoço com “amigos” em Lisboa está marcado

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José Sócrates poderá fazer um discurso no almoço de dia 22

José Carlos Carvalho

O primeiro-ministro deverá discursar no almoço dirigido a apoiantes e amigos. É a terceira sessão pública de apoio desde que o ex-primeiro-ministro saiu da prisão domiciliária

A digressão de José Sócrates tem nova paragem. Depois de duas sessões públicas em que discursou para plateias cheias, o ex-primeiro-ministro vai voltar a reunir os seus apoiantes e amigos num almoço em Lisboa, na FIL da Junqueira, agendado para dia 22 de novembro.

O encontro foi anunciado na noite desta quinta-feira pelo histórico socialista António Campos, que revelou na sua conta do Facebook que “um grupo de amigos vai almoçar com José Sócrates em Lisboa dia 22 no restaurante da velha FIL”. Para mais, Campos já avançou com o primeiro nome que estará presente no encontro: “Por amizade mas acima de tudo pelos abusos do poder de que está a ser vitima, lá estarei com o meu amigo Mário Soares”.

O encontro não é privado nem sujeito a convite. De acordo com o post publicado na rede social, qualquer pessoa que se “revolte contra as injustiças” pode “inscrever-se e partilhar” o evento.

Segundo as informações avançadas pelo jornal “Sol” esta sexta-feira, a informação começou a circular através de uma mensagem de telemóvel enviada a diversas personalidades em que se esclarecia que a refeição terá um custo de 25 euros e que a participação no almoço está sujeita a confirmação prévia. O mesmo jornal adianta que os participantes poderão assistir a um discurso do ex-governante.

Sócrates já falou em público por duas vezes desde que foi libertado

Esta é a terceira vez que Sócrates vai falar em público desde que foi libertado da prisão domiciliária em que se encontrava, uma vez que o socialista também discursou em Vila Velha de Ródão, no final de outubro, e em Vila Real, no início deste mês.

O ex-primeiro-ministro começou por ser detido e levado para a prisão de Évora, em novembro do ano passado, por “suspeitas de crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção”, no âmbito da Operação Marquês.

A medida de coação foi alterada para prisão domiciliária, já em setembro deste ano, e o ex-governante acabou por passar a aguardar julgamento em liberdade no mês passado.