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Miguel Macedo. PGR admite que investigação está na fase final

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Alberto Frias

Ex-ministro da Administração Interna, um dos 13 arguidos do caso dos vistos gold, é suspeito pelos crimes de prevaricação e de tráfico de influências

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

A Procuradoria-Geral da República admite ao Expresso que a investigação ao ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo está na fase final mas ainda não se encontra concluída. Numa resposta por escrito, o gabinete de comunicação da PGR afirma: "O despacho encontra-se em fase de elaboração final." Não adianta, no entanto, se se trata do despacho de acusação ou de arquivamento.

Em setembro, Miguel Macedo foi constituído arguido no caso dos vistos gold, sendo suspeito pelos crimes de prevaricação e de tráfico de influência. No final do ano passado, o escândalo dos vistos gold levou Macedo a demitir-se do cargo. Na altura, o ministro garantiu não ser responsável por “nada do que está em causa nos vistos gold”, reconhecendo porém que “a sua autoridade ficou politicamente diminuída”.

Entretanto, segundo a edição desta quinta-feira, o "Correio da Manhã" noticia que terá sido apurada matéria suficiente para indiciar Miguel Macedo por quatro crimes, três de tráfico de influências e um de prevaricação de titular de cargo público. A acusação deverá ser anunciada pelo Ministério Público esta sexta-feira, de acordo com o matutino.

A mesma operação já fez 13 arguidos, entre eles o ex-diretor do SEF Manuel Jarmela Palos, a antiga secretária-geral da Justiça Maria Antónia Anes ou o empresário Jaime Gomes. Trata-se de uma investigação sobre indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.

Outro dos suspeitos de renome é António Figueiredo, ex-presidente do Instituto de Registos e do Notariado (IRN), que está em casa em prisão domiciliária desde a semana passada. Caso a investigação não seja concluída até o próximo dia 18, Figueiredo deixará de ser obrigado a estar em preventiva.

O empresário Paulo Lalanda de Castro, administrador da Octapharma, foi a última pessoa a ser constituída arguida no âmbito do processo.

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