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Dia dos Solteiros rendeu à Alibaba 13 mil milhões de euros (ou 1/6 do resgate português)

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Funcionários da Alibaba festejam o novo recorde em vendas online alcançado no dia 11 de novembro deste ano

KIM KYUNG-HOON / Reuters

Estima-se que a Alibaba, empresa que opera os populares sites de compras Taobao e Tmall, fundada por Jack Ma, o segundo homem mais rico do país, controle 90% do comércio eletrónico na China. O volume de vendas alcançado este ano no dia 11/11 supera largamente a marca registada no mesmo dia de 2014, de 8,6 mil milhões de euros

O gigante do comércio eletrónico chinês Alibaba anunciou esta quinta-feira um volume de vendas total de 14,3 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros) durante o Dia dos Solteiros, que foi celebrado quarta-feira na China. Ou seja, num só dia a empresa faturou o equivalente a um sexto do resgate pedido por Portugal à troika (78 mil milhões de euros).

A efeméride, assinalada a 11 de novembro pelos quatro números um que combinam nesta data (11/11), que afigura assim a condição de solteiro, é celebrada com grandes promoções pelas empresas de comércio eletrónico chinesas.

O Alibaba, que opera os populares sites de compras Taobao e Tmall, foi o primeiro a lançar ofertas no Dia dos Solteiros em 2009, visando o crescimento do consumo online na China, país com 668 milhões de internautas.

Com base na cidade de Hangzhou, na costa leste da China, estima-se que a Alibaba, fundada por Jack Ma, o segundo homem mais rico do país, controle 90% do comércio eletrónico no país. O volume de vendas alcançado pelo grupo este ano supera largamente a marca registada no mesmo dia de 2014, de 9,3 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros).

"Além de sozinhos, vamos acabar falidos", ironizou à Lusa uma chinesa a viver em Pequim, sobre a febre consumista que marca o Dia dos solteiros na China.

A iniciativa foi, entretanto, elogiada pela liderança do país, que está a encetar uma transição no modelo de crescimento económico, visando maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento.

"Esta data demonstra a força do mercado chinês e a forte procura por produtos estrangeiros pelos consumidores chineses", declara o CEO do Alibaba, Daniel Zhang, em comunicado.

As vendas a retalho na China, um indicador chave do consumo, cresceram 11% em termos homólogos, em outubro, o valor mais alto desde que em dezembro de 2014 avançou 11,9%, anunciou na quarta-feira o Gabinete Nacional de Estatísticas.

País mais populoso do mundo, com cerca de 18% de habitantes na Terra, a China é hoje um importante destino de quase todos os produtos consumidos no mundo, desde automóveis a vestuário.