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Estamos mais gordos e fumamos menos

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Matt Cardy / Getty Images

Inquérito Nacional de Saúde do INE mostra que a população obesa continua a aumentar, assim como os portadores de doenças crónicas. 35% dos portugueses com mais de 15 anos bebem álcool todos os dias, mas há cada vez menos gente a recorrer diariamente ao tabaco

Basta ler o resumo do Inquérito Nacional de Saúde 2014, divulgado esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para conhecer o diagnóstico rápido da população portuguesa em 2014: tem excesso de peso, cada vez mais doenças crónicas como dores nas costas, as mulheres e os reformados sofrem mais de depressão, o consumo de bebidas alcoólicas é prática diária e de tabaco também (mas menos), e a ida aos médicos é um hábito anual de que não se prescinde, com a marcação de dentista em ascensão.

No ano passado, mais de metade (52,8%) dos portugueses adultos tinham excesso de peso e a tendência da última década tem sido de aumento. O crescimento da obesidade (mais de 20% acima do peso normal) foi o mais significativo, e afeta principalmente as mulheres e a população entre os 45 e os 74 anos.

Em matéria de doenças crónicas, os quadros estatísticos do INE de 2014 revelam um aumento, com as dores nas costas a condicionarem a vida de um terço dos portugueses com mais de 15 anos e os sintomas de depressão a atingirem principalmente as mulheres e a população reformada.

O maior vício dos portugueses continua a ser o consumo de bebidas alcoolicas, de que 35% com mais de 15 anos não prescinde diariamente. O número de fumadores manteve-se estável na última década mas há cada vez menos pessoas a puxar do cigarro todos os dias.

Em 2014, cerca de 75% da população portuguesa foi a uma consulta de clínica geral e aumentou o número dos que, nos últimos dez anos, cumpriram a ida anual ao dentista (de 7,2% para 13,3%). Do consultório, os mais velhos saíram invariavelmente com uma receita para aviar: mais de 90% dos portugueses com mais de 65 anos toma medicamentos.