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Descoberta: pirâmides do Egito têm pontos de calor misteriosos

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Homem beija um camelo junto às pirâmides de Gizé, no Cairo, Egito (Reuters)

Foram descobertas "anormalidades térmicas" nas pirâmides de Gizé, no Egito. Há três enormes pedras que revelam temperaturas mais elevadas do que as demais

A descoberta foi feita durante um teste feito por cientistas e arquélogos usando a câmaras com sensores térmicos: há três enormes pedras das pirâmidas de Gizé que revelam uma temperatura mais elevada que as demais. As causas permanencem ainda envoltas em mistério, apesar de terem sido já colocadas várias hipóteses.

Segundo fontes oficiais da equipa de investigação, citadas pela BBC, na base deste estranho acontecimento poderá estar o facto de haver áreas vazias dentro das pirâmides, assim como existirem correntes de ar no seu interior ou ainda terem sido utilizados materiais diferentes.

A equipa, que inclui cientistas e arquitetos de vários países (Egito, Canadá, França e Japão) analisaram a temperatura das pirâmides ao nascer e ao por do sol, através de técnicas termográficas, para medir o aquecimento e o arrefecimento das pedras.

Citado pelo mesma fonte, um ministro egípcio emitiu um comunicado em que confirma que "há várias anomalias térmicas", que foram observadas "em todos os monumentos durante as fases de aquecimento e arrefecimento". Uma dessas anomalias, destaca o mesmo comunicado, foi descoberta ao nível térreo do lado leste da Grande Pirâmide, também conhecida como Pirâmide de Quéops, a maior e mais antiga das três pirâmides de Gizé, que terá sido construída para servir de túmulo ao faraó Quéopa, da Quarta Dinastia, cerca do anos 2613 a 2494 antes de Cristo.

O ministro Mamdouh al-Damati citou ainda o facto de as pedras da primeira fila da pirâmide serem "todas uniformes" exceto quando se chega às pedras "mais quentes", que revelam uma diferença na formação, afirmou.

As investigações às pirâmides vão prosseguir.