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Reviver o passado no Monumental Palace Hotel

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Após ter prometido há um ano o mais luxuoso hotel do Porto, Mário Ferreira apresentou esta quinta-feira o Monumental Palace Hotel, um antigo palacete dos anos 20 que abrirá portas na baixa em 2017

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Mário Ferreira, proprietário da Douro Azul, anunciou esta quinta-feira o início da requalificação da antiga Pensão Monumental, um emblemático edifício no coração da Avenida dos Aliados que o conhecido 'tubarão' dos cruzeiros no Douro deseja ver renascido em hotel de luxo, em março no primeiro trimestre de 2017.

O palacete estilo 'Beaux-Art' construído em 1925 foi adquirido pelo Grupo Mystic Invest, de que a Douro Azul é a principal societária, no início de 2014, estrutura através da qual Mário Ferreira quer reforçar a cada vez mais atrativa Baixa do Porto.

Com um investimento global de 20 milhões de euros, o ambicioso projeto de requalificação deverá ficar concluído em março de 2017. Um ano e meio depois de ter adqurido o palacete indissociável na paisagem da Avenida dos Aliados, Mário Ferreira reitera o desejo de transformar o Monumental Palace hotel no mais emblemátivo hotel de luxo da cidade e “um novo espaço impulsionador da cidade do Porto”.

O Monumental terá um total de 78 quartos,uma suite presidencial e uma nupcia, no torreão principalcom vista panorâmica para a cidade, spa, sauna e banho turco, piscina interior, ginásio, restaurante, bar, saa de leitura e loja com montra para os Aliados.

Reviver o passado

O edifício que ficou famoso na Invicta por albergar o Café Monumental, um dos mais luxuosos da Península Ibérica em meados dos anos 50 e que chegou a ter em permanência duas orquestras, uma de jazz, outra de música clássica, voltará a abrir as portas do seu salão à cidade, com acesso direto à rua. Também aberto ao público, haverá uma 'brasserie' e um bar de estilo americano.

Sem pretender fazer do hotel e zonas socais um 'pastiche' de outras eras, os responsáveis atrísticos prometem honrar o llegado histórico, assente “num luxo discreto, algo retro”, com influências entre a Art Nouveau e a Art Déco.

“Sendo uma intervenção num edifício património da memória da cidade, temos como objetivo reabilitar tudo o que é passível de recuperação, a começar pela emblemática fachada”, explica Audemaro Coutinho Rocha, da Rodapé Arquitetos, compromisso ainda Artur Miranda e Jacques Bac, da empresa portuense de decoração OITOEMPONTO.