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PGR confirma redução da caução de Salgado para metade

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Luís Barra

Ricardo Salgado vai pagar 1,5 milhões de caução em vez dos três milhões relativos ao processo Monte Branco

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O Ministério Público foi notificado da decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal de reduzir de 3 milhões de euros para 1,5 milhões de euros a caução a que se encontra sujeito Ricardo Salgado no âmbito do processo Monte Branco, refere a Procuradoria-Geral da República em comunicado.

O Tribunal determinou ainda que o valor de 1,5 milhões de euros resultante dessa redução fosse afeto à caução fixada ao arguido no âmbito das investigações relacionadas com o denominado "Universo Espírito Santo".

"Sendo a caução imposta ao arguido nestes últimos autos no valor de 3 milhões de euros, o juiz notificou o arguido para que proceda à entrega do remanescente valor de 1,5 milhões de euros a fim de que a caução, uma vez prestada na totalidade, possa vir a ser julgada válida", conclui a PGR.

A defesa de Ricardo Salgado tinha pedido o levantamento na totalidade da caução paga no processo Monte Branco, em que o antigo administrador do BES também é arguido por suspeita de participação em rede de branqueamento de capitais. Mas o juíz Carlos Alexandre, responsável pelo processo, aceitou apenas reduzir a caução para metade (1,5 milhões de euros).

Com a devolução de metade da caução paga no ano passado, Salgado precisará apenas de mais 1,5 milhões de euros para poder ficar em liberdade.

Ricardo Salgado encontra-se desde julho em prisão domiciliária com vigilância policial, podendo apenas sair de casa se pagar uma nova caução de 3 milhões de euros no processo denominado Universo Espírito Santo. A data limite para pagamento da caução termina esta quinta-feira.

O Ministério Público insiste que a libertação do ex-líder do BES estará dependente de “ser proferido despacho que julgue válida a prestação de caução.”

O ex-presidente do BES é arguido em dois processos no âmbito da ‘Operação Monte Branco’: um que investiga a maior rede de branqueamento de capitais e outro sobre o denominado Universo Espírito Santo.

Salgado é suspeito dos crimes de falsificação de documentos, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais.