Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Porto. Rebaixas no estacionamento para moradores

  • 333

Sérgio Granadeiro

Executivo de Rui Moreira volta a propor nova redução nas avenças de estacionamento para moradores, medida que visa estimular o repovoamento da Baixa do Porto, a zona de maior densidade de parquímetros

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O preço das avenças de estacionamento para moradores do Porto vai baixar para um quarto do valor atual para a primeira viatura, passando dos atuais 100 euros para 25 euros por ano.

No documento que vai ser apresentado pelo Executivo de Rui Moreira na próxima terça-feira, dia de reuinião ordinária da Câmara do Porto, é ainda proposta uma redução de 200 para 100 euros anuais do segundo carro por habitação, mantendo-se inalterado o valor para uma terceira ou mais viaturas - 30 euros/ano.

Após ter baixado os custos de estacionamento em cerca de 70% dos residentes da Baixa do Porto em janeiro deste ano, o executivo autárquico volta diminuir os encargos dos residentes na Invicta desde que o morador comprove a existência de parquímetros na sua zona de residência, independentemente do local da habitação.

A medida anunciada esta sexta-feira e que irá entrar em vigor em janeiro de 2016 tem por meta proteger “os interesses dos moradores, numa altura em que irá entrar em vigor a concessão, já aprovada, do estacionamento em toda a cidade a um operador privado”, refere em comunicado o município.

Os moradores com avenças anuais ficam dispensados de pagamento de estacionamento à superfície na cidade, desde que coloquem na viatura o respetivo dístico, a qualquer hora do dia ou noite. A receita das avenças continua a reverter para o município.

No Porto, existem 4000 lugares de estacionamento de rua a pagar pelo utilizador, passando o concessionário privado a explorar todos parquímetros da cidade, só não cobrando as horas de estacionamento dos carros que exibam o dístico de morador.

Resolver o problema de estacionamento foi uma das questões prioritárias da agenda política do Rui Moreira, um dos principais constrangimentos na hora de decidir viver na Baixa, uma zona sobretudo apetecível, nos útlimos anos, para jovens que por opção ou falta de dinheiro preferem circular de transportes públicos, metro ou autocarro, a terem viatura própria.

Além de boas alternativas de transporte público, a abundante oferta de cultura urbana, de comércio de restauração tornaram o centro histórico do Porto mais atrativo para residentes mais novos, enquanto os dependentes de carro próprio viram até agora os custos do estacionamento como um óbice caro de residència na Baixa.