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Não há surto de meningite no Alto Minho, garante Autoridade da Saúde

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Apesar de em outubro terem sido registados dois casos na região de Viana do Castelo, as autoridades recusam falar num surto da doença. Uma menina continua internada em estado grave

O delegado do serviço de Saúde Pública de Viana do Castelo, Luís Delgado, garantiu esta sexta-feira que "não há surto de meningite bacteriana" no Alto Minho, apesar dos dois casos registados este mês na região.

"Este mês temos dois casos de meningite, com fortes suspeitas de ser bacteriana, um em Viana do Castelo, e outro em Monção, mas não estão associados. Não têm nada a ver um com o outro. Não há um surto da doença", afirmou.

O responsável falava à agência Lusa na sequência do caso registado, na quarta-feira, em Monção, de uma criança de dois anos que frequenta a creche da Santa Casa local. Segundo o “Jornal de Notícias”, a menina está internada no Hospital de São no João, em estado grave, com suspeita de meningite bacteriana.

No início do mês, em Viana do Castelo, uma outra criança, com cerca de quatro anos, que frequenta do Lar de Santa Teresa, esteve internada no hospital local com a mesma doença.

À Lusa, o delegado de Saúde Pública distrital explicou que se trata de "coincidência" terem ocorrido no mesmo mês e adiantou que nos últimos anos "os casos não têm sido tão frequentes como isso". "Sou delegado há quatro anos e não me lembro de tantos casos, num espaço temporal tão curto, com intervenção da Saúde. São exceções e independentes um do outro", sublinhou.

Nos dois casos, após a deteção da doença, o serviço de Saúde Pública foi acionado, tendo sido tomadas "todas as medidas preventivas previstas no protocolo para estes casos".

Na creche da Santa Casa da Misericórdia, em Monção, explicou, "foi concluída, na quinta-feira cerca das 21h30, a quimioprofilaxia às 112 crianças e funcionários da instituição, para evitar novos contágios".

Também em Viana do Castelo aquele procedimento foi aplicado a cerca de 200 pessoas, entre crianças, idosos e funcionários, uma vez que o Lar de Santa Teresa, onde foi detetado o caso tem várias estruturas.

Além de creche e jardim de infância, a instituição, fundada em 1877, possui uma área de acolhimento de raparigas que acolhe cerca de 31 crianças e jovens, dos cinco aos 23 anos, lar para idosos, entre outras respostas sociais, empregando cerca de 93 funcionários.