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Sócrates foi escutado em prisão domiciliária

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José Carlos Carvalho

O “Jornal de Notícias” revela na edição desta quarta-feira que o antigo primeirio-ministro continuou a ser alvo de escutas telefónicas quando já se encontrava em prisão domiciliária, após ter deixado a prisão de Évora

De acordo com as informações apuradas pelo “Jornal de Notícias”, os telemóveis e o telefone fixo da ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava - em casa de quem está instalado desde o início de setembro - foram alvos de escutas durante as últimas semanas. Em causa estarão conversas mantidas entre os dias 16 e 27 de setembro supostamente relevantes para a investigação, tendo em vista a suspeita de que um monte localizado em Montemor-o-Novo, Alentejo, adquirido por Sofia Fava em 2012, esteja na verdade a ser pago com dinheiro do ex-governante.

O esquema que o Ministério Público está a investigar seria intrincado: para iniciar o pagamento da habitação, o atual companheiro de Fava, Manuel Reis, terá pago 111 mil euros, em 2011. No entanto, antes disso Carlos Santos Silva terá transferido outros 100 mil euros para uma conta associada à ex-mulher de Sócrates, que de seguida os terá passado para a conta de Reis. A investigação argumenta que Sofia Fava não teria capacidade financeira para devolver o empréstimo pedido, na altura, ao Novo Banco.

Citado pelo “JN”, um dos advogados do ex-primeiro-ministro, Pedro Delille, reagiu com críticas duras à investigação: “O que não é crime não pode ser investigado. O que caracteriza a investigação é a coscuvilhice mais inaceitável”. O advogado aproveitou ainda para deixar um aviso: “Oportunamente, revelaremos os podres da investigação”.