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Metade dos portugueses vive com o orçamento apertado

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FOTO Tiago Miranda

Estudo da DECO revela que metade das famílias portuguesas vivem com menos de 1000 euros mensais. Torna-se cada vez mais difícil poupar

Fazer as contas ao dinheiro é uma rotina comum à maioria dos portugueses. Segundo um estudo da Associação para a Defesa dos Direitos do Consumidor (Deco), mais de metade das famílias vive com o orçamento apertado e nem sempre consegue ter dinheiro ao final do mês, sendo que 12% admitem que não conseguem mesmo poupar. Só 3% dos inquiridos é que afirmam conseguir reservar dinheiro.

Mais de metade das famílias auferem menos de 1000 euros por mês, o que se revela particularmente difícil face à austeridade dos últimos anos. A maioria são casais em que ambos os conjugues trabalham e têm filhos menores, sendo que 18% não conseguem pagar a prestação da casa e as contas de água, gás e eletricidade ao fim do mês.

Mais de metade (60%) dependem dos subsídios de férias e de Natal para pagar certas despesas.

Em três anos, a percentagem de pessoas com dificuldade em respeitar os seus compromissos financeiros mais do que triplicou. Em 2011 registavam-se 23%, enquanto em 2004 aumentou para 76%.

“Foi em Portugal que os cortes nos vencimentos ou perda de emprego afetaram mais famílias”, diz ao “Público” Carlos Morgado, responsável pelo estudo.

Apesar da recentes descida do desemprego, Carlos Morgado defende que “estamos a assistir a uma renovação do mercado de trabalho em que os novos empregos oferecem condições salariais muito mais baixas do que anteriormente.”

O questionário foi realizado entre outubro e novembro de 2014 e teve como alvo 1222 famílias.