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Vitorino fala em Governo de “continuidade”, que pode “mesmo” assumir funções

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Mesmo que um executivo de curta duração pareça o mais provável nesta altura, tudo pode acontecer, diz o comentador da SIC. Para Santana Lopes, nomes apresentados por Passos Coelho não trazem “surpresa”

António Vitorino considerou esta noite que “a hipótese de o Governo hoje anunciado poder entrar mesmo em funções” não deve ser descartada. “Manda a racionalidade que essa hipótese se mantenha”, afirmou na “SIC Notícias”, no espaço de comentário que partilha com Santana Lopes.

Vitorino recordou o discurso do líder socialista na noite eleitoral, prometendo que só com uma consolidada alternativa é que inviabilizaria o Governo da coligação, para sublinhar que “o acordo à esquerda não está até agora consolidado”.

“Vivemos tempos de grandes paixões. É difícil ter uma visão pragmática e objetiva sobre o que se está a passar”, disse ainda, considerando que, “no essencial”, o executivo apresentado por Passos Coelho é “um Governo de continuidade, constituído pelo núcleo próximo do primeiro-ministro”.

Por sua vez, Santana Lopes defendeu estarmos diante de “um Governo equivalente ao anterior, sem grandes surpresas”, e “tão capaz de fazer uma legislatura como o anterior”.

Questionado sobre a criação do ministério da Cultura, Igualdade e Cidadania pode ser visto como uma aproximação ao PS, Santana Lopes limitou-se a responder com alguma ironia: “Não sei... Cada um namora como quer”.

Quanto à intervenção do Presidente da República, Santana Lopes lembrou momentos políticos passados e anteriores chefes de Estado para condenar o excesso de críticas que têm sido dirigidas ao atual. “Parece que Cavaco Silva não pode dizer nada. E eu creio que ele tem o direito a ter o seu próprio entendimento”, como tem direito “a querer olhar para o acordo” efetuado pelo PS e os partidos de esquerda, caso este venha a existir.

António Vitorino concordou, mas salientou que, “a maneira crispada” como Cavaco Silva fez uma espécie de “ataque preventivo”, apontando o dedo ao PS, para falar “sobre algo que não conhece” quando comunicou que indigitava Passos Coelho, “era tudo o que não era necessário ao país”.