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Haverá vida numa das luas de Saturno? Quarta-feira ficaremos a saber

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Pluma de ventilação no polo sul de Encelado

Nasa

Esta quarta-feira à tarde, a sonda Cassini da agência espacial norte-amerciana vai à procura de vida numa das luas de Saturno. E os cientistas estão muito confiantes

Encelado, assim se chama o satélite natural de Saturno, sete vezes mais pequeno do que a Terra, onde esta quarta-feira a sonda espacial Cassini há de passar a escassos 49 quilómetros da superfície gelada, lá para o polo sul. Vai sobrevoar, por três vezes, uma região onde há dez anos foi descoberta uma pluma de ventilação rica em água, na qual os cientistas esperam descobrir alguma forma simples de vida.

Desde 2011 que o astro descoberto em 1789 começou a ser visto pela comunidade científica como “o local mais habitável do Sistema Solar” a seguir à Terra. Em setembro deste ano, a NASA revelava que o núcleo rochoso de Encelado estava coberto por um oceano global e a sua superfície por uma extensa crosta gelada.

No polo sul, essa crosta gelada apresenta fissuras através das quais é expelido para o espaço, a elevadíssimas pressões, vapor de água, pequenos pedaços de gelo e substâncias químicas que os cientistas acreditam serem provenientes do fundo do oceano, bem abaixo da superfície gelada.

Estimam que se terão formado em Encelado estruturas semelhantes às terráqueas fontes hidrotermais resultantes de fissuras abertas no fundo dos oceanos, onde a água envolvente é aquecida a elevadas temperaturas desencadeando o surgimento de formas de vida a grandes profundidades, onde e a luz e o calor do Sol jamais chegarão.

“Com este mergulho extraordinário na pluma de Encelado, a NASA e os seus parceiros têm uma enorme oportunidade para responder à pergunta: pode um oceano coberto de gelo conter todos os ingredientes da vida?”, afirma Curt Niebur da missão Cassini.