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Há um novo jato nos céus de Lisboa

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NVESTIMENTO. A chegada do avião marca o arranque de uma encomenda no valor de 4,8 mil milhões de euros fora dos Estados Unidos

d.r.

O novo Challenger 350 da NetJets Europe foi apresentado no Aeródromo de Cascais e promete transportar passageiros para a Europa, Norte de África e Médio Oriente a partir de Lisboa

Tem capacidade para sentar até 10 passageiros e uma autonomia de voo de mais de sete horas. O primeiro avião europeu Bombardier Signature Series Challenger 350 chegou a Lisboa pelas mãos da NetJets Europe, marcando o início de uma encomenda no valor de 4,8 mil milhões de euros fora dos Estados Unidos. A NetJets tem 75 jatos encomendados e mais 125 disponíveis prontos a serem utilizados, sendo que até ao momento já operam 11 Challenger 350 nos Estados Unidos. A Europa irá receber quatro este ano.

APRESENTAÇÃO O novo Challenger 350 tem uma autonomia de voo de mais de sete horas

APRESENTAÇÃO O novo Challenger 350 tem uma autonomia de voo de mais de sete horas

d.r.

“Sendo um super jato de tamanho médio, o Challenger 350 vai rejuvenescer a frota e proporcionar experiências inigualáveis a todos os nossos clientes com base nesta região”, afirmou Mark Wilson, presidente da empresa, no Aeródromo de Cascais, aquando da apresentação do avião.

Em colaboração com fabricantes de equipamento original, com critérios, feitos à medida, a NetJets tem desenvolvido o conceito de jatos “Signature Series”, o que significa ter interiores de cabina e especificações técnicas que apenas podem ser encontrados em aviões da empresa. Assentos, iluminação e interiores são assim desenvolvidos especificamente para a NetJets.

SIGNATURE SERIES. A NetJets tem desenvolvido com os fabricantes o conceito de jatos equipados “à medida

SIGNATURE SERIES. A NetJets tem desenvolvido com os fabricantes o conceito de jatos equipados “à medida

d.r.

Portugal “foi um dos primeiros países da Europa a dar primazia ao registo de propriedade fracionada de aviões”, referiu Mark Wilson, recordando que o modelo de negócio de propriedade fracionada de jatos utilizado pela NetJets significa que cada cliente compra de acordo com suas necessidades específicas.

APRESENTAÇÃO. Mark Wilson, presidente da NetJets, no Aeródromo de Cascais

APRESENTAÇÃO. Mark Wilson, presidente da NetJets, no Aeródromo de Cascais

d.r

De acordo com a NetJets, enquanto a compra direta de um jato terá um custo bem acima das dezenas de milhões (o típico proprietário é alguém com uma riqueza líquida de cerca de 45 milhões de euros), já a propriedade fracionada permite uma abordagem mais adaptada, com base no tamanho, autonomia e horas de utilização do avião.

CABINA. O avião tem uma cabina com 1,85 metros de altura e 2 metros de largura

CABINA. O avião tem uma cabina com 1,85 metros de altura e 2 metros de largura

d.r.

A NetJets registou mais de 1100 voos de e para Portugal entre julho de 2014 e junho de 2015, sendo Espanha, Reino Unido e França os países onde se registaram mais operações em 2014. Ao todo, a empresa transportou perto de 77 mil passageiros no ano passado, com uma média de 123 voos por dia. As rotas Londres-Faro, Londres-Lisboa, Lisboa-Génova, Lisboa-Ibiza e Madrid-Lisboa foram as mais utilizadas em Portugal.

ENTRETENIMENTO. Com uma configuração “frente a frente” e um divã de três lugares conversível, o avião conta com iPads a bordo, Blue-Ray e monitores

ENTRETENIMENTO. Com uma configuração “frente a frente” e um divã de três lugares conversível, o avião conta com iPads a bordo, Blue-Ray e monitores

d.r.

Mark Wilson recordou que “a maior parte dos investimentos da última década envolveram o desenvolvimento do centro de operações central da empresa em Lisboa, empregando mais de 500 profissionais especializados - 70% do staff dos escritórios em Lisboa têm nacionalidade portuguesa”.