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Caso Sócrates custa €33 mil a Mourinho

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SERGEY DOLZHENKO

Arguido confessou em interrogatório que vendeu quinta em Azeitão ao treinador por valor superior ao declarado

Foi um dano colateral da Operação Marquês. Durante o interrogatório em que foi constituído arguido por indícios de fraude fiscal e branqueamento de capitais, em junho deste ano, Diogo Gaspar Ferreira, CEO do resort de luxo Vale de Lobo, foi confrontado pelo inspetor de finanças Paulo Silva com uma entrada de 500 mil euros numa conta que o gestor possuía na Suíça. O detalhe não tinha nada a ver com o que está em causa no processo-crime em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é o principal visado, mas o gestor e acionista de Vale do Lobo acabou por admitir que fugiu ao fisco num negócio pessoal feito com José Mourinho.

O atual treinador do Chelsea comprou a Gaspar Ferreira em 2008 uma quinta em Azeitão, perto de Setúbal, naquela que é a sua habitual casa de família sempre que vem a Portugal. Mas em vez dos 1,5 milhões de euros que ficaram declarados na escritura e na conservatória fo registo predial, pagou um valor próximo dos dois milhões. Houve perto de meio milhão de euros que foram pagos por fora, sem chegarem a ser detetados pelo fisco.

Alertado para o imposto em falta, Mourinho regularizou a situação poucas semanas depois desse interrogatório, em julho de 2015. Contactado pelo Expresso, o advogado do treinador diz que, tudo somado, entre Imposto Municipal sobre Transações e juros, foram 33 mil euros.