Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Streaming, a nova obsessão: agora é a Google com o YouTube Red

  • 333

A Google apresentou um serviço pago que permitirá aceder a um número ilimitado de vídeos, em streaming ou offline. O YouTube Red chega aos Estados Unidos a 28 de outubro. O mundo anda obcecado com o streaming: há Spotify, Apple Music, Netflix, Rdio, Deezer, Rdio, Tidal, Amazon, Google a dobrar (Google Play Music e agora YouTube Red - pagar por um dará acesso ao outro), etc. - haja euros para tanto streaming

No mesmo dia em que a Netflix entrou em Portugal, a Google anunciou um dos serviços mais badalados do ano - depois dos rumores que já vinham desde abril, o YouTube terá finalmente um serviço de subscrição, pago mas livre de anúncios publicitários. O nome? YouTube Red.

O novo serviço do YouTube, anunciado esta quarta-feira pela Google e disponível nos Estados Unidos a partir de 28 de outubro (onde poderá ser testado gratuitamente durante um mês), permitirá - mediante o pagamento de $9,99 (cerca de €9) mensais, no caso de desktop e Android, e $12,99 (€11,45) para iOS - aceder a um número ilimitado de vídeos em streaming ou fazer o download destes para que possam ser vistos offline.

Além disto, o YouTube Red dará automaticamente acesso ao Google Play Music, e vice-versa, sendo ainda extensível ao YouTube Gaming e YouTube Music, app que a empresa também apresentou esta quarta-feira “para tornar a descoberta e reprodução de música mais fácil do que nunca”. Assim, se subscreverem este serviço, os utilizadores poderão usufruir de uma experiência de navegação livre de anúncios também nos outros serviços do YouTube.

No próximo ano, este serviço pago disponibilizará ainda conteúdo original pela mão de alguns dos maiores produtores de conteúdo do site, como o youtuber sueco de gamming PewDiePie, a dupla The Fine Brothers, entre outros.

Mas nem tudo é um mar de rosas para os produtores de conteúdo: a Google declarou esta quarta-feira que todos os criadores terão forçosamente que aceitar o novo contrato de partilha de receitas, sob pena dos seus vídeos serem retirados da plataforma, seja na versão paga ou gratuita.

Esta aposta da plataforma no conteúdo pago surge na sequência da crescente concorrência que tem enfrentado por parte do serviço de streaming Netflix e da rede social Facebook, que tem procurado investir cada vez mais no vídeo.