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Caso Luaty. Bruxelas conversa com Luanda

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d.r.

O executivo comunitário garante que estão em curso diligências em Luanda tendo em conta a situação dos ativistas angolanos detidos

A Comissão Europeia informou esta quinta-feira estar a "acompanhar de perto" a situação dos ativistas angolanos detidos desde junho, incluindo o luso-angolano Luaty Beirão, em greve de fome há 32 dias.

Na conferência de imprensa diária, em Bruxelas, o porta-voz para questões de ajuda humanitária, Alexandre Polack, indicou que o executivo comunitário "continua a acompanhar de perto" o caso e sublinhou o seu empenho na promoção dos direitos humanos.

Polack acrescentou que elementos da missão da União Europeia visitaram Luaty Beirão e que decorrem conversações com as autoridades angolanas, quer na área jurídica, quer na política.

Em junho, 15 ativistas foram detidos, sob a acusação de atos preparatórios para um golpe de Estado e um atentado contra o Presidente de Angola.

Luaty Beirão mantém a greve de fome exigindo a libertação de todos os acusados neste processo enquanto não forem julgados pelo tribunal, como prevê a lei angolana no enquadramento deste tipo de crime.

O 'rapper' e ativista integra o grupo que deverá começar a ser julgado, no tribunal de Luanda, a 16 de novembro.
No passado dia 17, representantes de cinco embaixadas europeias em Luanda, incluindo Portugal, visitaram o ativista angolano na clínica, onde o luso-angolano está internado há duas semanas, por precaução, dado o seu estado de saúde.

A mesma delegação visitou na quarta-feira o hospital prisão de São Paulo, em Luanda, onde se encontram os restantes 14 ativistas detidos neste processo, tendo reunido individualmente com todos.

Os 15 suspeitos, detidos a 20 de junho, têm idades entre os 19 e os 33 anos e são professores, engenheiros, estudantes e um militar, entre outras ocupações.

Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de junho de 2015, quando 13 jovens ativistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso formação de ativistas, para promover posteriormente a destituição do atual regime, diz a acusação.

Outros dois jovens foram detidos dias depois e permanecem também em prisão preventiva.