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Ministério Público já entregou 56 volumes da Operação Marquês

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Luís Barra

À saída do DCIAP, Pedro Delille, um dos advogados de José Sócrates, disse que defesa do ex-primeiro-ministro já tem uma cópia de quase a totalidade dos autos, mas faltam ainda 80 páginas e os apensos do processo

Pedro Delille foi poupado nas palavras quando saiu pouco depois das 15h das instalações do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), na rua Alexandre Herculano, em Lisboa. Delille, que representa a defesa de José Sócrates na Operação Marquês, juntamente com o advogado João Araújo, esteve pela segunda vez no DCIAP esta segunda-feira para garantir a entrega de uma cópia digital dos autos do processo.

À porta do número 58 da rua Alexandre Herculano, um grupo de jornalistas aguardava desde as 14h que o advogado saísse da secretaria do DCIAP. Pedro Delille disse que lhe foi entregue uma cópia com o arquivo digital de 56 volumes do inquérito-crime, correspondendo à totalidade dos autos principais da Operação Marquês, sendo que “faltam ainda cerca de 80 páginas”.

Delille adiantou que a defesa do ex-primeiro-ministro aguarda que o procurador Rosário Teixeira, coordenador da investigação, emita um despacho ainda esta segunda-feira sobre as 80 páginas que não constam da cópia entregue mas que fazem parte dos autos principais, bem como sobre os apensos do processos, também requeridos pelos advogados.

Indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, José Sócrates é um dos nove arguidos da Operação Marquês. Desde sexta-feira que deixou de estar em prisão domiciliária, depois de ter sido detido a 21 de novembro de 2014, quando aterrava no aeroporto de Lisboa, vindo de Paris, e de ter passado mais de nove meses na cadeia de Évora.

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