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Homem que morreu em avião da Aer Lingus afinal não é português

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Polícia irlandesa e portuguesa confirmam: o passageiro que morreu este domingo tem nacionalidade brasileira e não portuguesa, como foi inicialmente avançado. E a mulher que seguia a bordo e foi detida com 1,8 kg de anfetaminas é uma cidadã luso-angolana

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A polícia irlandesa confirmou ao Expresso que o passageiro de 25 anos que morreu a bordo no voo da Aer Lingus, este domingo, tem nacionalidade brasileira e não portuguesa, como chegou a referir. "Acreditamos que se trata de um cidadão brasileiro", diz ao Expresso o sargento Jim Molloy, do departamento de comunicação da Gardaí (a polícia irlandesa). Uma informação confirmada por uma fonte oficial da Polícia Judiciária.

Por outro lado, A passageira de 44 anos que ia a bordo desse voo entre Lisboa e Dublin e foi detida com 1,8 quilos de anfetaminas tem dupla nacionalidade, portuguesa e angolana. A polícia não esclarece se havia ou não algum tipo de relação entre os dois passageiros. "Não sabemos se têm algum grau de parentesco ou se eram amigos", acrescenta este oficial da polícia irlandesa.

O sargento Jim Molloy confirma que o cidadão brasileiro "ficou agitado" durante o voo, tendo um médico que ia bordo prestado assistência, enquanto um grupo de passageiros o tentava manietar.

O homem foi levado para a parte de trás do aparelho por várias pessoas que tentaram acalmá-lo e imobilizá-lo. "O cidadão brasileiro acabou por morder um desses passageiros na mão", acrescenta esta fonte da Gardaí.

Segundo a imprensa inglesa, um médico e duas enfermeiras que estavam a bordo tentaram salvar, sem sucesso, o cidadão brasileiro.

Devido ao episódio violento que se passava a bordo, o piloto do avião da Aer Lingus decidiu efetuar uma aterragem de emergência no aeroporto de Cork, no sul da Irlanda.

Depois da aterragem, o corpo do brasileiro foi levado para a morgue e a cidadã com passaporte angolano foi detida pelas autoridades de Cork, onde se encontra a ser interrogada por tráfico de estupefacientes.

A vítima que foi mordida durante o episódio de violência acabou por ser levada para o hospital mas nada se sabe sobre o seu estado de saúde. Já os restantes 167 passageiros permaneceram durante duas horas no avião para serem interrogados pela polícia irlandesa. A maioria acabou por seguir viagem para Dublin de autocarro.

O instituto de medicina legal irlandês examina esta tarde o corpo do jovem de 25 anos para determinar a causa da morte.

John Leonard, um dos passageiros que ia a bordo, descreveu o episódio ao "The Independent": "Foi horrível e muito violento. Morrer na parte traseira de um avião não é justo. O barulho que ele fez durante aquele ataque foi algo que nunca ouvi em toda a minha vida".