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Administrador pressiona governo: RTP 3 e RTP Memória devem passar para canal aberto

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D.R.

Nuno Artur Silva escreve que “não faz sentido os portugueses pagarem duas vezes por um serviço de programas da RTP”. Mas diz que nada pode fazer para que a RTP3 e a RTP Memória saiam do cabo para passarem a estar em canal aberto na TDT. “Mas é algo que terá que acontecer”

A declaração foi feita na madrugada desta segunda feira na página pessoal de Nuno Artur Silva no Facebook: “Respondendo aos que se queixam de que a RTP Memória e a RTP 3 deviam estar em sinal aberto, na TDT [Televisão Digital terrestre], devo dizer - e já o escrevi antes, antes de estar na RTP - que concordo, que não faz sentido os portugueses pagarem duas vezes por um serviço de programas da RTP.”

A posição do administrador com o pelouro dos conteúdos da estação pública acontece dias depois do lançamento do canal de informação RTP 3, nova marca da anterior RTPi, que trouxe novos programas, novas caras à antena e novo grafismo. Também a RTP Memória, que exibe o acervo histórico da estação do Estado, tem agora novos programas, acabados de lançar. Programas que Nuno Artur Silva gostaria que estivessem ao alcance de quem tem televisão em sinal aberto e não apenas por cabo.

“Simplesmente, a RTP não pode fazer nada por isso, não está na nossa mão”, acrescenta Nuno Artur Silva na sua página. “É uma decisão que cabe ao Governo tomar, num quadro de redefinição do que deve ser a TDT e de quais os canais que nela devem ser disponibilizados em sinal aberto.”

Pressionando assim a tutela, que está ela própria em mudança de legislatura para um novo governo cuja constituição está ainda por definir, o homem forte da administração da RTP escreve ainda na sua página que “é uma redefinição complexa que precisa de modificar um processo que se iniciou de uma maneira completamente errada. E não será nada fácil, exige negociações com os vários operadores e distribuidores e provocará alterações nos seus modos de financiamento.”

Contudo, Nuno Artur Silva conclui essa mudança acabará por ter lugar, por complexa seja. “É algo que terá que acontecer, mais tarde ou mais cedo, provavelmente no quadro mais amplo das mudanças na tecnologia e no modo de ver televisão, que já estão a acontecer.”