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Petroleiro que encalhou em Cascais já está a ser rebocado

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Nuno Botelho

O navio será conduzido até Setúbal, onde se espera que chegue até ao final do dia. O petroleiro encalhou em Cascais no sábado, por volta do 12h. As autoridades asseguram que os tripulantes “nunca estiveram em risco” e o perigo ambiental “era muito reduzido”

O petroleiro encalhado desde sábado junto à marina de Cascais, em Lisboa, já está a ser rebocado até Setúbal, onde chegará segunda-feira ao final do dia, revelou o Capitão do Porto de Cascais.

Em declarações à Lusa, o comandante Mário Fonte Domingues explicou que a operação começou no sábado, quando foi dado o alerta, e retomada este domingo por volta das 14h30.

Às 15h30, sete rebocadores conseguiram começar a arrastar o petroleiro, que às 16h00 ainda se encontrava ao largo da Baia de Cascais.

"O navio já está desencalhado, está ao largo da Baia de Cascais, na zona do Fundidor Sul, a estabelecer o reboque definitivo com vista a ser rebocado para Setúbal, onde chegará ao final do dia de amanhã", explicou à Lusa o comandante Mário Fonte Domingues.

A operação de resgate começou no sábado. Entretanto, "a passagem de cabos de reboque com vista ao desencalhe ao navio em si, começou (hoje) às 14h30", explicou o comandante, acrescentando que "o navio, até desencalhar, demora algum tempo, porque tem de ser arrastado pelo fundo".

Nesta operação estiveram envolvidos "sete rebocadores, meios do combate à poluição da Autoridade Marítima e da Administração do Porto Lisboa (APL), um piloto da APL a coordenar a operação de reboque e a Estação de Salva-vidas de Cascais", enumerou.

No total, resumiu o responsável, estiveram envolvidos 50 elementos da Autoridade Marítima e um piloto e oficiais de coordenação em terra da APL, que acompanharam toda a operação ao longo dos dois dias.

O Tokyo Spirit, um navio petroleiro de 274 metros e 30 mil toneladas, esteve encalhado desde as 12h00 de sábado, permanecendo a bordo os 22 tripulantes, depois de terem recusado ser resgatados, para poderem colaborar na operação de desencalhe do navio.

"A tripulação nunca esteve em risco", sublinhou Mário Fonte Rodrigues.

Sobre eventuais perigos ambientais, o comandante sublinhou que "os riscos eram muito reduzidos" e que "não houve qualquer tipo de foco de poluição".