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Sócrates já pode aceder às provas da Operação Marquês

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João Relvas / Lusa

Ministério Público vai acatar a decisão da Relação e abrir o processo Operação Marquês a todos os arguidos. Mas vai recorrer para o Tribunal Constitucional

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

O procurador Rosário Teixeira vai finalmente acatar a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa e autorizar o acesso aos autos de todos os arguidos no processo. O Ministério Público (MP) adverte que o acesso aos autos é subordinado à condição de não perturbar a investigação. O desembargador Rui Rangel tinha decidido que o processo tinha de deixar de estar em segredo de Justiça, mas o procurador pediu a nulidade do acórdão.

Agora, depois de o mesmo juiz ter decidido que não há qualquer nulidade no acórdão, o MP vai acatar a decisão e permitir que os arguidos do processo, incluindo José Sócrates, possam aceder aos indícios recolhidos pela investigação. O MP anunciou ilgualmente que vai recorrer da decisão de Rui Rangel para o Tribunal Constitucional, mas o recurso não tem efeito suspensivo.

Estão a ser feitas cópias digitais do processo, que serão entregues aos arguidos na próxima segunda-feira. De acordo com o advogado João Araújo, ainda esta sexta-feira o juiz Carlos Alexandre decidirá sobre a libertação imediata de José Sócrates.

A Operação Marquês investiga suspeitas de corrupção alegadamente cometidas por José Sócrates quando era primeiro-ministro. O processo tem nove arguidos e o prazo para a conclusão do inquérito termina na próxima segunda-feira.