Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Advogados de José Sócrates já reagiram. “É uma decisão com 11 meses de atraso”

  • 333

Pedro Delille revela que a decisão do Ministério Público é imediata. José Sócrates pode sair de casa quando quiser. João Araújo fala em "vigarice do MP"

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Pedro Delille já reagiu à decisão do Ministério Público (MP), que modificou a medida de coação de José Sócrates - deixa a prisão domiciliária e fica em liberdade. "É uma decisão que não deveria ser necessária ter sido tomada. Há 11 meses que devia ter sido feita. Foi tardia", afirma ao Expresso.

O advogado do ex-primeiro-ministro declara ainda que quando tiver acesso aos autos quer perceber "o que motivou esta fantasia de manter o engenheiro José Sócrates na prisão". "Vamos agora ver quais as razões", acrescenta.

Delille garante que a decisão do MP é imediata e que o seu cliente pode sair de casa "quando bem entender".

João Araújo, também advogado do ex-primeiro ministro afirmou que se trata de uma derrota do país, da democracia e do Ministério Público. "O MP insiste em esconder que levou uma trepa. É uma vigarice o que se está a passar."

O Expresso contactou também Paula Lourenço, a advogada de Carlos Santos Silva, que também foi alvo da mesma medida. Mas Paula Lourenço recusa-se a fazer comentários ao caso.

José Sócrates e Santos Silva foram libertados e vão aguardar acusação com proibição de saírem do país e de falarem entre si com os outros sete arguidos do processo.

  • Sócrates libertado

    Carlos Santos Silva também sai em liberdade. Ambos ficam proibidos de sair do país. Sócrates já pode aceder às provas da Operação Marquês. Ministério Público diz que a investigação ainda não terminou

  • “Não lhes faço o favor de estar calado”: as 14 aparições de Sócrates

    Enquanto esteve em prisão preventiva, da qual saiu no início de setembro, o ex-primeiro-ministro José Sócrates falou em 12 ocasiões - cartas, entrevistas e declarações. A última foi a 19 de agosto. Quando passou a domiciliária, no início de setembro, mais duas aparições: uma para declarar apoio a António Costa e depois no dia das legislativas, quando votou sem escolta policial. Eis o que ficou de tudo o que disse, agora que José Sócrates foi libertado