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João Araújo exige libertação imediata de Sócrates: “Não é aceitável que isto continue”

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João Relvas / Lusa

Defesa entregou um requerimento a solicitar a libertação imediata do ex-primeiro-ministro, atualmente em domiciliária depois de 10 meses no estabelecimento prisional de Évora. “Não é aceitável que isto continue”, dizem os advogados de Sócrates

João Araújo mostrou-se esta quinta-feira satisfeito com o despacho do juiz desembargador Rui Rangel, que esta quinta-feira confirmou que deve ser dado o acesso integral aos arguidos dos autos do processo da Operação Marquês. O advogado de defesa de José Sócrates - juntamente com Pedro Delille - defendeu porém que é urgente a libertação imediata do arguido, que se encontra em prisão domiciliária em Lisboa.

“José Sócrates foi detido de uma forma infamante sem factos que justificassem essa medida. Nós já não solicitamos, nós exigimos e queremos que isso aconteça [a libertação de Sócrates]”, afirmou o advogado à RTP3.

Citando o despacho em que o juiz desembargador Rui Rangel cita o padre António Vieira falando em “cegueira”, João Araújo disse que “a cegueira pode custar muito caro a todos os portugueses” neste caso. “O eng. José Sócrates sabe que tem que ser libertado. Não é aceitável que isto continue”, insistiu.

A defesa entregou esta quinta-feira um requerimento no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) a solicitar a libertação imediata de José Sócrates, à semelhança do que já tinha feito no dia 25 de setembro, quando pediu também uma cópia integral dos autos.

Questionado sobre quando acredita que a libertação se concretize, João Araújo respondeu assim: “Quando? Ontem. Tudo o que seja é tarde, é mau e a más horas”.

No passado dia 24 de setembro, um acórdão do juiz Rui Rangel determinou o fim de segredo de justiça interno na Operação Marquês. Na altura, a defesa de José Sócrates considerou que a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa confirmava que a atuação relativa ao processo “passou à margem da lei”.

O ex-primeiro-ministro está atualmente em prisão domiciliária.