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Tudo por causa de um abraço: tia pediu indemnização de mais de €100 mil a sobrinho de 12 anos

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Já há jornais que lhe chamam “Auntie Christ”, um trocadilho entre “auntie” (tiazinha) e anticristo. Caso aconteceu nos EUA e foi a tribunal

Luís M. Faria

Jornalista

Custava-lhe muito segurar os hors d'oeuvres. Era um dos argumentos de Jennifer Connell para exigir 127 mil dólares - 111 mil euros - ao seu sobrinho de 12 anos. Em 2011, quando ele tinha apenas oito, a criança estava a andar de bicicleta quando viu a tia na rua e correu para ela. A alegria fê-lo atirar-se para os braços de Jennifer, que caiu e terá aleijado um pulso.

Desde essa altura, garantia a queixosa, as dificuldades eram múltiplas. Subir os três andares do seu apartamento na rua 73 de Manhattan tornara-se um suplício. Outras exigências (e há tantas) da vida urbana tornavam-se um obstáculo. E a nível social, o pulso danificado também não dava jeito, pois não havia maneira de, nas festas e recepções, pegar e manter direito o pratinho dos aperitivos.

Segundo a tia, tudo isso justificava uma indemnização, que Jennifer pediu à criança, cuja mãe tinha entretanto morrido. O advogado de acusação alegava que mesmo as crianças têm regras e onde há regra há sanção. Mas o júri do tribunal de Westport (Connecticut), onde o processo correu, decidiu em sentido contrário. A tia lesada vai receber zero dólares de indemnização.

Já há jornais que lhe chamam “Auntie Christ”, um trocadilho entre “auntie” (tiazinha) e anticristo, aparentemente por causa do espírito antifamiliar e anticriança - logo, herético - de que ela deu provas ao acusar uma criança cujo único pecado foi ficar feliz quando a viu.