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Comandante do Porto da Figueira da Foz pede exoneração dias depois de tragédia no mar

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PAULO NOVAIS/ Lusa

Pedido surge na sequência do naufrágio do arrastão Olívia Ribau, a 11 de outubro. Cinco pescadores morreram

O comandante do Porto da Figueira da Foz pediu esta quarta-feira de manhã a exoneração do cargo, confirmou ao Expresso um porta-voz da Autoridade Marítima.

“O pedido já foi aceite. O comandante Paulo Inácio mantém-se em plenas funções no cargo até ser substituído”, afirma o comandante Nuno Leitão, do gabinete de imagem e relações públicas da Autoridade Marítima.

Segundo o mesmo responsável, não há previsão da data de empossamento do novo comandante do Porto da Figueira da Foz. Questionado sobre as razões do pedido, o comandante Nuno Leitão não revelou os motivos, mas fez uma referência implícita ao naufrágio do arrastão Olívia Ribau.

“Um comandante, pelo seu carácter e formação, pede a sua exoneração quando ocorrem situações que não correm pelo normal das circunstâncias”, refere Nuno Leitão.

O pedido de exoneração de Paulo Inácio surge na sequência do naufrágio do arrastão Olívia Ribau, no passado dia 11 de outubro, que seguia com sete pescadores a bordo. Dois deles foram resgatados com vida à entrada do porto da Figueira da Foz, os restantes morreram.

A atuação das autoridades tem sido muito criticada pelos familiares. Na terça-feira, amigos e elementos das famílias lançaram flores ao rio Mondego numa homenagem às vítimas.