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Poder político tem vergonha de Fátima, diz reitor do santuário

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PAULO CUNHA / Lusa

Padre Carlos Cabecinhas lamentou, esta terça-feira, que o culto de Nossa Senhora de Fátima seja um embaraço para os políticos, que nada fazem para promover o maior fenómeno de turismo religioso do país

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

No dia em que milhares de peregrinhos acorrem à Cova da Iria para comemorar a última das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos, o reitor do Santuário mais visitado do país revelou qiue o poder político continua a envergonhar-se de Fátima, lamentando que a promoção externa do maior fenómeno religioso português e dos mais marcantes da Europa seja “muito insuficiente”.

Em declarações à Lusa, o pároco Carlos Cabecinhas adiantou não pretender que o Estado perca a laicidade, mas que se digne reconhecer o potencial do turismo religioso de Fátima, “nunca assumido pelo poder político até agora”. Apesar da indiferença do Governo, o padre Cabecinhas referiu que o Santuário cresceu com a oferta dos peregrinos, acreditando ainda o poder político venha a ter um novo olhar sobre a importância de Fátima no presente.

“Reconhecemos, atualmente, o relevo que o Turismo de Portugal vai procurando dar ao turismo religioso e, o Turismo do centro em particular ao fenómeno de Fátima”, diz o sacerdote, que sublinha ser embaraçoso que o “poder político continue a envergonhar-se de Fátima e a querer calar esse fenómeno que é inegával”.

A dois anos da celebração do centenário do milagre das aparições da Cova da Iria, Carlos Cabecinhas anunciou que o Papa Francisco prometeu visitar Fátima em maio de 2017, embora reconheça que a grande prenda e razão de ser do santuário são os pregrinos anónimos de todo o mundo acorrem à Cova da Iria.