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João Lobo Antunes vence o Prémio Nacional de Saúde

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Tiago Miranda

A atribuição do prémio ao neurocirurgião teve em conta o seu papel no desenvolvimento da ciência médica em Portugal e o seu contributo para o prestígio internacional

João Lobo Antunes é o distinguido com o Prémio Nacional de Saúde 2015, anunciou esta segunda-feira a Direção-geral da Saúde (DGS), que destaca o seu contributo para o prestígio internacional do sistema de saúde português.

"Cirurgião reputado, sábio homem da ciência e eticista, João Lobo Antunes é uma das figuras que mais contribuiu para o desenvolvimento da ciência médica em Portugal e é considerado um dos neurocirurgiões mais conhecidos do mundo", refere a DGS na nota de imprensa em que anuncia o vencedor do Prémio Nacional de Saúde deste ano.

Este galardão pretende distinguir, anualmente, uma personalidade que tenha contribuído "inequivocamente para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

A Direção-geral da Saúde explica que a entrega do prémio a Lobo Antunes se deve à "sua notabilíssima e duradoura contribuição para o desenvolvimento da ciência médica e da neurocirurgia em Portugal e pelo seu contributo para o prestígio internacional do sistema de saúde português".

João Lobo Antunes, 71 anos, licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa com uma média final de 19,47 valores.
Professor catedrático de neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa, foi diretor de serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

"Ganhou excelente formação técnica, reteve a filosofia da profissão, nunca esquecendo os critérios do mérito", refere a nota da DGS, adiantando que se deve a Lobo Antunes "uma vigorosa expansão de fronteiras institucionais do SNS", especialmente com a criação do Instituto de Medicina Molecular.

João Lobo Antunes, atual presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, foi o primeiro médico da história a implantar um olho eletrónico num cego, um implante que desde então já foi feito em 15 invisuais, permitindo-lhes ver algumas formas e distinguir certas cores.