Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Fim de ciclo. Nus na “Playboy” só até março

  • 333

Uma mulher posa nua durante um casting para a "Playboy"

SANTI CARNERI / EPA

A decisão foi tomada após uma reunião com o fundador da revista, Hugh Hefner, na qual se verificou que, com o desenvolvimento da indústria pornográfica, a “Playboy”, que chegou a vender 5,6 milhões de cópias em 1975, já não ultrapassa as 800 mil

A revista "Playboy", lançada em 1953 com a atriz Marilyn Monroe na capa, anunciou esta terça-feira que vai deixar de publicar fotografias de mulheres nuas a partir de março de 2016, optando apenas pelas poses provocantes.

A decisão foi tomada após uma reunião com o fundador da revista, Hugh Hefner, na qual se verificou que, com o desenvolvimento da indústria pornográfica, a revista, que chegou a vender 5,6 milhões de cópias em 1975, já não ultrapassa as 800 mil.

No entanto, o diretor da "Playboy", Scott Flanders, avançou que a revista continuará a publicar fotografias de mulheres, mas apenas em poses provocantes. A revista norte-americana pretende assim alargar o seu público-alvo, passando a dirigir-se também aos adolescentes, à faixa etária com 13 anos ou mais.

A "Playboy", que foi a primeira publicação a quebrar o tabu de publicar fotografias de mulheres nuas, já tinha removido, em 2014, todas as fotografias do seu site na internet.

Apesar de ser conhecida, principalmente, pela imagem da mulher, a revista publicou, ao longo dos anos, entrevistas com grandes figuras da história. Foi na "Playboy" que Martin Luther King disse que "a América é hoje uma nação muito doente" e que o então futuro Presidente Jimmy Carter reconheceu ter desejado outras mulheres.

Pelas páginas da revista, com fotografias assinadas por nomes como Helmut Newton e Annie Leibovitz, passaram várias celebridades, desde as atrizes Kim Basinger, Sharon Stone ou Drew Barrymore até à cantora Madonna.