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Dá cá dinheiro para pôr a render... para os meus amantes

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Retrato-robô de Antónia Rosa Esteves da Conceição, a FIdalga Topa-a-Tudo, criado com base num velho retrato

João Roberto

Antónia Esteves, conhecida por “Fidalga Topa-a-Tudo” por lhe verem semelhanças com o banqueiro Henry Burnay, alimentava uma corte de jovens amantes, apostava “freneticamente” na lotaria e burlava com um talento raro. Este é o oitavo caso da série “Crime à Segunda”, que o Expresso está a publicar sobre criminosas portuguesas

João Roberto

João Roberto

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Algumas parcelas da sua vida são um mistério. Sabe-se que nasceu em Mangualde que o pai era Manuel Francisco Esteves e a mãe Maria Rosa, quanto à infância e à adolescência há um vazio. Foi uma contrabandista de alto gabarito, mas se começou cedo foi presa tarde, só aos 48 anos a polícia lhe registou o nome e a profissão: Antónia Rosa Esteves, vendedeira ambulante de móveis, adornos de sala e outros objetos. E, isso não disse, amante de homens jovens.

Antónia Rosa Esteves, que, a dada altura, começou a usar o apelido Conceição, vendia artigos apetecíveis a bons preços, é verdade, todavia raramente comprava… Andava sempre a “fazer jeitos” a outrem, a gente convencida de que ela lhes arranjaria compradores para as peças de que se queriam desfazer. Foi assim que endrominou, entre um rol de perder de vista, os herdeiros da maior fortuna do Portugal de oitocentos, os quais, ao contrário de muitos outros, não tiveram problemas em assumir terem sido enganados.

O conde de Burnay, de 71 anos, morreu na noite de 29 de março de 1909, no dia 31 ficou-se a saber a vontade testamental, os jornais deram conta disso. Os herdeiros — nove filhos e 43 netos — andarão às voltas com o inventário dos bens deixados por Henry ao longo de 20 anos, no entanto, Antónia Rosa só levará uns meses para beneficiar de uma parte ínfima que deve ter sido apreciável para os seus padrões de negócio.

O método usado foi o habitual. Servia para ricos e remediados. Praticava-o há tanto tempo que o seu poder de persuasão fazia inveja. Antónia Rosa soube da morte do conde Henry Burnay, aproximou-se da família, e ofereceu os seus préstimos para despachar valores, dando como garantia um retorno futuro superior ao esperado. O processo era simples e a lábia tornava-o ainda mais elementar. E eficaz, tendo em conta que conseguia vigarizar pessoas que não eram, propriamente, analfabetas.

Na planta atual da cidade de Lisboa, alguns dos locais por onde Antónia Esteves andou a vigarizar

Na planta atual da cidade de Lisboa, alguns dos locais por onde Antónia Esteves andou a vigarizar

João Roberto

Poucos cidadãos sabiam que Antónia Rosa Esteves, Rosa Esteves, Ana Judite Esteves, Ana Rosa, Ana da Costa ou Judite Costa era uma e a mesma contrabandista, como na altura se chamava a muitas ladras que se dedicam à venda de objetos novos e usados, mobílias, ouro, prata, roupa… “tudo que se lhes encomende. Põem até uma casa para uns noivos”, dizia o jornalista da “Galeria dos Criminosos Portugueses Célebres”, em 1907, acrescentando: "De contrabandistas nenhuma delas tem nada, pois não consta que alguma das que por aí andam com esse título se entregue ao mister de passar candonga”.

A polícia e os jornais só se aperceberam da existência de Antónia Rosa Esteves, ainda sem usar “da Conceição”, a partir de 1902, ano em que terá sido presa pela primeira vez. A polícia deu com ela no terceiro andar do n.º 4 da calçada do Forno do Tijolo, onde vivia num quarto alugado, seguindo a estratégia da mobilidade usada no seu meio, já que a miséria predominava entre os “vadios” e a polícia não lhes dava descanso, prendendo-os muitas vezes só para os tirar temporariamente das ruas.

Mas quando, em fevereiro de 1902, a lisboeta nascida em Mangualde a 13 de novembro de 1853 se viu na esquadra para ser interrogada pelas autoridades, as razões para a sua detenção abundavam. Tudo começou por uma queixa de um militar reformado que se dizia ludibriado até à falência, por uma mulher chamada Antónia Rosa Esteves a quem confiara todo o seu pé-de-meia e de quem esperava ter recebido o triplo ou mais ainda. A notícia saiu nos jornais e as vítimas foram às esquadras em romaria.

“Vai-se a um leilão e compram-se por dez réis de mel umas belas jarras do Japão da Índia, umas figurinhas magníficas de Sache, uns pratos valiosos uns tapetes persas, umas colchas riquíssimas, uns relógios antigos, umas miniaturas de alto mérito. E depois com as relações que eu tenho em casa da duquesa de tal, do marquês daqui, da viscondessa de acolá, vendem-se esses objetos por um dinheirão”, disse Antónia a José Silvestre, quando por obra e graça do destino soube que este pretendia investir mais de 300 mil réis em algo que rendesse mais do que ações de empresas, juros bancários ou subscrições do Estado.

Ela sabia tudo sobre o negócio, achava-se perita em fazer fortuna, o problema é que não tinha meios. “Olhe, ainda no mês passado eu vendi para casa do general F… por cem libras, um candeeiro de bronze que arrematei num leilão por 54 mil réis”, disse-lhe ela, segundo contou o reformado à polícia, dizendo que ele lhe retorquira que, na certa, ela deveria ganhar muito dinheiro. O homem estava desconfiado, mas acreditou na resposta: “Podia ganhar, podia! E sabe porque é que eu não faço uma fortuna em pouco tempo? Porque me falta o melhor… que é o dinheiro para empatar”.

José Silvestre, como a maioria das suas vítimas, acreditou na multiplicação dos réis sem trabalho extra. Primeiro, Antónia pediu-lhe 27 mil para o leilão de umas jarras a que chegou tarde. Não lhos devolveu, não valia a pena, tinha em vista um outro negócio, umas colchas riquíssimas, mas precisava de mais cem mil réis. Era “trigo limpo”, renderia duzentos ou trezentos mil para cada um. Passou meses com esta conversa, de leilão em leilão, de artigo em artigo, e o militar reformado largava o dinheiro e nada de retorno. Nem via metal sonante nem a mercadoria que a sócia supostamente adquiria.

Cada um goza a vida o melhor que pode

“É desenganar: só ganha dinheiro quem tem dinheiro”, dizia ela. E não possuía nada, vivia no trapézio, apesar de embolsar milhares de réis com alguma facilidade. E porquê? Por que fazia questão de sustentar a sua corte de mancebos de barba rala. Tudo quanto ganhava ia direitinho para quem a encantava. Ela que “era mulher para embarrilar meio mundo”, deixava-se enrolar pelos amantes. “Cada um goza a vida o melhor que pode, e que é nisso que reside a ciência de viver”, era a sua crença.

“Pelos olhos gaiatos de um catita de dezoito anos, seria capaz de dar a sua vida”, afirma o jornalista da “Galeria” que constatara que Antónia Rosa nunca pretendera “entesourar o dinheiro das suas vítimas: pelo contrário, distribuía-o com largas mãos pelo José, pelo António, pelo Francisco, pelo Zacarias, por todos aqueles felizes que se lambem com as suas carícias”. A somar a estes gastos ainda havia a lotaria, na qual jogava “freneticamente” para ver se lhe saiam os 12 milhões da sorte grande.

Um quadro com a planta de Lisboa oitocentista, leiloado recentemente na internet, que dá uma ideia do que era a zona perto do local onde Antónia Rosa foi presa. Proliferavam as quintas e as horas

Um quadro com a planta de Lisboa oitocentista, leiloado recentemente na internet, que dá uma ideia do que era a zona perto do local onde Antónia Rosa foi presa. Proliferavam as quintas e as horas

Oportunity Leilões.com

Enquanto isso, vigarizava incautos ou ambiciosos desprevenidos. A um morador na travessa do Corpo Santo levou um anel de ouro com brilhante e uma almofada bordada; a outro, da calçada da Estrela, onde há de ir parar à esquadra, desviou um relógio de ouro, com segundos independentes, outro de prata antiga e uma charuteira; a uma outra mulher residente na calçada do Salitre, roubou uma porção de roupa; e, numa casa da rua da Atalaia, no Bairro Alto, fez desaparecer duas valiosas peças de loiça da Índia.

Antes, endrominou dois comerciantes de uma vez. Uma tarefa difícil, disse-se, uma vez que a “classe comercial está sempre de sobreaviso com os amigos do alheio”. Na loja Guimarães & Jardim, na praça de D. Pedro IV, precisamente onde fica agora o Café Jeronymo, entrou, inventou, convenceu e de lá saiu com duas colchas de seda. Eram para “vender a um amador que havia de pagá-las por bom dinheiro”. Assim, deve ter acontecido mas os proprietários legítimos não viram um tostão… nem voltaram a ver a seda.

Os gatunos não pagam contribuições

Olhando os números, as suas vigarices parecem compensar-lhe as temporadas atrás das grades. Pelo “trabalho” de ficar na cadeia um ano, sete meses e 23 dias, Antónia Rosa embolsou os 355 mil e 800 réis de José Silvestre e, pelo menos, mais 700 mil das outras vítimas que se queixaram. “A soma real e efetiva de 1055$800 réis, ordenado com que não se benze nenhum segundo oficial, a quem se fazem ainda sérios descontos”. Além disso, passou 593 dias à conta do Estado.

“Supondo que despendeu em comida 120 réis por dia, — pois o Aljube não é costume servir às senhoras gatunas perdizes trufadas, nem ‘petits pains viennois au foie Grass’, — custou a brincadeira ao tesouro 71$160 réis. Calculemos agora 1$500 réis por mês para os aposentos da Fidalga e aqui temos 30$000 réis.” São as contas da “Galeria” que lembra ainda que a presa “gozou das regalias que oferece qualquer montepio: médico e botica sem lhe custar real. É verdade que não venceu o subsídio, mas por isso não pagou joia nem quotas, nem diplomas… Se computarmos esta regalia em 300 réis por mês, cá temos mais 6$000.”

A estes valores somam-se ainda “roupa lavada e casa de banho — luxo que nem toda a gente tem em sua própria casa”, daí que se possa calcular mais um gasto de oito mil e setecentos réis, de acordo com o mesmo jornalista que, à data, visitou a cadeia. “Para capelão e mestre-escola — que tudo isto têm as presas no Aljube — ponhamos dez mil réis e não pode haver quem ache exorbitante”, além de três mil para a luz. O resultado daria, então, uma despesa de 130 mil e 360 réis para o Estado. Conclusão: “Vale a pena de ser Fidalga Topa-a-Tudo nesta terra. Os gatunos não pagam contribuições”.

Solta dezanove meses depois, aguentou-se 11 meses em liberdade. Em setembro de 1904, encontrava-se de novo acusada de uma fornada de furtos, entre os quais objetos de ouro no valor de 80 mil réis, um xaile bordado a ouro e um pano bordado a matiz, ouro e prata. Desta vez apanhou quase dois anos de prisão. Saiu do Aljube em 1906. Rumou ao Porto. Em 1907, ainda lá permanecia.

Os tempos são outros. A identificação dos ladrões fazia-se mais rapidamente do que no século anterior. Duas horas depois de entrarem numa cidade, a polícia ficava a saber da sua presença e muitas vezes mesmo antes de chegarem, já que ao telégrafo se juntou a expansão do telefone. Por isso, sabe-se que a Fidalga Topa-a-Tudo se encontrava no Porto, contudo, se andava na atividade do costume ninguém se queixava.

UMA LARÁPIA E UM BANQUEIRO, OS DOIS TOPA-A-TUDO

O banqueiro Henry Burnay retratado por Ernest Borbes

O banqueiro Henry Burnay retratado por Ernest Borbes

Wikipédia

A última vez que se tem conhecimento de Antónia Rosa Esteves ter sido presa, mas se desconhece a sentença do tribunal, foi em 1909, quando os Burnay tentaram, em vão, recuperar os objetos que lhe tinham dado para vender. Ela, que tinha essa “mania” de nunca comprar nem devolver, justificou-se com a última vontade do conde, não se sabe se por ironia se pensando ser mesmo uma escapatória.

Henry deixara escrito que "não deviam ser incomodados" os "devedores particulares que pela sua situação particular ou considerações cordiais mereçam essa contemplação". Antónia Rosa sabia disso, leu no jornal ou leram-lhe com de hábito se fazia, um lia outros ouviam, e invocou a cláusula testamental para não devolver os objetos de que se apropriara quando os lesados assim lho exigiram.

De facto, ela não era uma devedora — como, por exemplo, Maria Pia de Saboia, mulher do rei dom Luís e mãe de dom Carlos, ou a condessa de Edla, segunda mulher de Fernando II, a quem o conde emprestara uma boa maquia —, nem pertencia à família, a viúva e os filhos formavam o núcleo dos maiores devedores, como refere Nuno Miguel Lima em “Henry Burnay e as Fortunas da Lisboa Oitocentista” —, mas uma coisa Antónia tinha em comum com Henry Burnay, a alcunha.

A Henry Burnay chamavam-lhe… Ainda no mês anterior à sua morte, o jornal satírico “O Xuão” publicava um soneto dedicado “Ao conde Topa-a-tudo (a propósito da morte de um contrabandista morto por um dos guardas deste Ex.mo marau)” e subscrito por “Viu-seGrego”. Muitos anos antes, o escritor Ramalho Ortigão, assinando “Ribaixo”, não o alcunhou preto no branco, mas atribuiu-lhe a qualidade do topa-a-tudo. “Ele compra tudo o que se vende, e vende tudo o que se compra”, escreveu em 1882, para acompanhar o desenho de Rafael Bordalo Pinheiro, no “Álbum das Glórias”.

Ora, provavelmente, por ser essa a alcunha do homem que, como escreveu Ortigão, “compra, vende, empresta, põe, dispõe, impõe, repõe, fia, fura e faz”, Antónia Rosa Esteves foi batizada pelos pares de “Fidalga Topa-a-Tudo”, talvez primeiro pelos seus jovens amantes ou pelos seus eventuais cúmplices, ou mesmo pela concorrência que era muita. De uma maneira ou de outra, a alcunha ficou, a polícia registou-a e os jornais evidenciavam-na quando noticiavam as suas idas para a prisão.

Antes de ter ludibriado os Burnay, que andaram às voltas com o testamento devido ao facto de ter sido declarada pelo conde, dois anos antes de morrer, a prodigalidade do filho Eduardo, ou seja a tendência para gastar excessivamente e sem cabeça, Antónia Rosa já atacara outra importante família. Com a sua arte, fez-se visita da casa de Colond Astley Campbell, na rua de São Domingos à Lapa. E convenceu a inglesa da família do terceiro proprietário da fábrica de papel da Abelheira, em Loures, a deixá-la intermediar a venda que sabia convir à “lady”. Rendeu-lhe um colar, três pares de brincos, uma cruz, quatro pares de castiçais “de finíssimo Christofle”, 14 volumes da História de Inglaterra e uma coleção de gravuras, tudo no valor de 225 mil réis…

É engraçada, o demónio da ladra!

“A Fidalga Topa-a-tudo é uma criatura verdadeiramente superior. Com a sua palavra de ouro, que se lhe sai da boca em verdadeiras torrentes, é capaz de desconcertar a pessoa mais prevenida, de lançar a perturbação no espírito mais lúcido, mais equilibrado!” Era o que se ouvia dizer sobre esta mulher que, a partir de 1902, levou o tempo a entrar e a sair da cadeia.

Quando foi presa a última vez, o jornal “O Século” escrevia: “Trata-se de Antónia Rosa Esteves da Conceição, conhecida pela Fidalga Topa-a-Tudo, que frequenta a cadeia do Aljube desde os tempos imemoráveis em que ali começaram a dar entrada a afamada Cepa, astuta Caixeira, a decantada Canastra e a tão célebre Giraldinha”.

“Emula de qualquer destas heroínas do roubo, a Topa-a-Tudo, que exerce, desde muito nova, o mister de contrabandista, tem sido presa inúmeras vezes por se locupletar com o produto dos objetos que lhe entregam para a venda e que ela, com uma lábia nunca desmentida, consegue apanhar aos incautos”, dizia o jornal diário de José Joaquim da Silva Graça, rematando: “É engraçada, o demónio da ladra!”.

Antónia Rosa terá começado como qualquer outra contrabandista, vendendo, porta a porta, roupa em segunda mão ou roubada, lavada e arranjada, que fazia render a prestações nos bairros populares. Depois, foi refinando a arte e em pouco tempo preenchia as caraterísticas de todos os tipos dos artistas do contrabando, só não praticava o propriamente dito. Esse, o de fazer passar mercadoria sem pagar direitos, fazia-se, segundo uns, nos muitos pontos da margem do Tejo e da linha da circunvalação que estavam “desprovidos de vigilância fiscal”.

O jornal Republicano “A Vanguarda”, neste tempo em que ainda reinava dom Carlos, o monarca assassinado em 1908, afirma, no entanto, que o contrabando “não se faz pela raia, faz-se pelas alfândegas” e, em fevereiro de 1902, havia quem avaliasse em mais de dois mil contos o prejuízo para a receita do Estado. Um episódio, anos mais tarde, em 1909, parece dar razão ao periódico: um guarda-fiscal viu atirarem do comboio, quando este passava por Chelas, dois barris que logo alguns indivíduos se dispuseram a apanhar, e a defender até às penúltimas consequências. Houve pedradas e tiros, os contrabandistas fugiram e os 85 litros de álcool foram remetidos à alfândega.

Antónia Rosa Esteves da Conceição pode não ter atingido a fama de uma “Giraldinha”, mas deu muito que fazer à polícia, deixando um rasto de vítimas por identificar. “Em Portugal, onde o feminismo não adquiriu ainda — levantemos as mãos ao céu! — o grau de desenvolvimento que atingiu lá fora, — em França, onde até já existem mulheres cocheiros, e algumas até condecoradas com títulos de nobreza; na Inglaterra, na Itália, sem falar nos Estados Unidos, — contamos infelizmente, com um grande número de mulheres que se dedicam à bonita profissão de rapinança”, lê-se a dada altura na “Galeria”…

Entre 1903 e 1909, foram condenados nos tribunais do continente e ilhas 98.288 réus do sexo masculino e apenas 25.991 do sexo feminino, o que equivale à relação de 3,8 homens para uma mulher. São as contas do médico e antropólogo Mendes Correia, na sua tese "Os Criminosos Portugueses (estudos de Antropologia criminal)”

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