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Dinamarca. Depois de uma girafa, a vez de dissecar um leão em público

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Em fevereiro de 2014, uma girafa de 18 anos foi dissecada ao vivo no zoo de Copenhaga, à frente de crianças, o que causou grande polémica

KASPER PALSNOV/AFP/Getty Images

O ano passado, quando outro jardim zoológico do país fez o mesmo com uma girafa, o caso causou grande polémica

Luís M. Faria

Jornalista

O jardim zoológico de Odense, uma cidade dinamarquesa, vai proceder à dissecação pública de um leão. “Acreditamos que há (na iniciativa agora anunciada) muita educação envolvida”, disse um responsável da instituição, Michael Sorensen, justificando um ato que inevitavelmente gerará polémica. Este jardim zoológico, como outros existentes no país, tem uma política de limitar o número de animais até para evitar cruzamentos genéticos.

O leão em causa, atualmente num frigorífico, foi morto há nove meses. Para justificar o abate, Sorensen explicou: “Embora estejamos sempre em contacto com outros zoos, pode haver um excedente”.

A prática de eliminar animais saudáveis é comum na Dinamarca, e ainda no ano passado o zoo de Copenhaga dissecou uma girafa de 18 anos que foi abatida por motivos semelhantes.

O facto de a dissecação ter sido feita à frente de crianças reforçou a indignação de muita gente, tendo chegado a haver ameaças de morte contra o diretor do zoo.

Desde essa altura, os zoos tentam manter um “low profile”. Os responsáveis garantem que, de modo geral, o público continua a apoiá-los quando procedem a este tipo de iniciativa, que aliás visa manter rácios determinados a nível europeu.