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​Caso dos militares do curso de Comandos hospitalizados está a ser averiguado internamente

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Oito militares do curso de Comandos estão hospitalizados há uma semana com lesões causadas por uma das provas físicas, realizada no campo de tiro de Alcochete. Dois deles estão nos cuidados intensivos, com “situações de desidratação acumulada”

O comandante do regimento de Comandos diz que está em curso um processo de averiguações interno para identificar se todas as normas e procedimentos foram cumpridos no caso dos oito militares do curso de Comandos que estão hospitalizados.

“Não há nenhuma investigação por parte da Polícia Judiciária Militar. O que há é um procedimento normal em todas as situações que envolvam acidentes, que é um processo de averiguação interno dentro do exército, tendente a identificar se todas as normas e procedimentos foram cumpridos”, afirmou esta sexta-feira o comandante do regimento de Comandos, coronel Dores Moreira.

Sublinhando que tudo indica que as normas e os procedimentos tenham sido cumpridos, o comandante adiantou ainda que perante as conclusões que saírem do processo “o comando do regimento e do exército tomarão as decisões que sejam consideradas adequadas”.

Oito militares do curso de Comandos estão hospitalizados há uma semana com lesões causadas por uma das provas físicas, realizada no campo de tiro de Alcochete. Dois deles estão nos cuidados intensivos e todos participaram, a 29 de setembro, num dos exercícios de formação do curso.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de condecoração do coronel Raul Folques, que se realizou esta manhã no regimento de comandos, na Carregueira, o coronel Dores Moreira adiantou que o quadro clínico dos dois militares que estão nos cuidados intensivos tem que ver com “situações de desidratação acumulada”.

Dores Moreira explicou que os militares estão internados desde a passada sexta-feira, tendo no dia anterior efetuado um exercício de treino no campo de tiro de Alcochete.

Entre os exercícios realizados, contou, está um “exercício muito exigente, que combina marcha com corrida” e, à semelhança do que acontece em todas as situações, “particularmente em exercícios fora da unidade”, estavam presentes o médico e os enfermeiros da unidade.

Além disso, acrescentou, em grande parte das situações de instrução o próprio comandante do regimento de Comandos está presente para “fazer garantir que todos os procedimentos são cumpridos”.

“Todos os militares que aqui servem, servem com dedicação e profissionalismo e procuram transmitir os seus conhecimentos o melhor possível, cumprindo o que está autorizado”, sublinhou, considerando que “há circunstâncias que muitas vezes nem a medicina consegue explicar”, como acontece em atletas de alta competição que por vezes também têm problemas.

“O batalhão de Comandos tem uma preocupação muito vincada na preparação física, técnica e psicológica dos seus militares, por isso é que somos uma unidade de primeira intervenção”, acrescentou Dores Moreira.

O curso de Comandos, que dura 12 semanas, começou a 28 de setembro e conta com 70 formandos.