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Mantém-se o mistério, aumenta o número de intoxicações na Universidade Nova

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Já são 197 as pessoas da Nova School of Business and Economics que têm apresentado “sintomas gastrointestinais”. As autoridades de saúde estão a investigar, mas a causa ainda não foi identificada

A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova de Lisboa tem estado menos frequentada nestes últimos dias. Muitos alunos e professores deixaram de comparecer por apresentarem “sintomas gastrointestinais”. Outros, mesmo sem estarem doentes, não têm ido porque estão “com medo”. Ainda não se sabe o que poderá estar a provocar as intoxicações naquele estabelecimento de ensino. Esta quarta-feira o número de afetados subiu para 197.

“Tem ido menos gente à faculdade, algumas porque estão doentes, outras que estão com algum medo”, contou ao Expresso um aluno do segundo ano da licenciatura em Economia que não apresenta quaisquer sintomas. Pelo menos um dos seus colegas ficou doente.

Na faculdade, os bebedouros foram substitutos por garrafões e uma fonte. “Aconselharam-nos a levar comida e água de casa”, acrescenta o estudante.

Os primeiros casos começaram a aparecer na manhã da última segunda-feira, informou a Nova em comunicado. “Uma indisposição gastrointestinal atingiu a comunidade académica” e afetou “cerca de 150 pessoas, entre alunos, professores e colaboradores” que apresentam “sintomas de vómitos e diarreia”. Entretanto, o número aumentou.

A causa da intoxicação continua por identificar. Segundo um comunicado disponibilizado na página Direção Geral de Saúde, a “água da rede pública de distribuição” parece uma hipótese pouco provável, uma vez que foram efetuadas análises que “revelaram parâmetros normais”. No entanto, estão ainda em curso a avaliação “das condições de funcionamento dos bares e refeitório da Faculdade”.

A situação está a ser acompanhada e aquele estabelecimento de ensino não deverá encerrar, mas recomenda-se aos “doentes que não regressem às atividades habituais antes do desaparecimento dos sintomas”.

“Hoje [quarta-feira] o reitor falou connosco. Disse-nos que não havia razões para encerrar a faculdade e que ainda estavam a investigar. No entanto, se existirem razões para encerrar, poderá acontecer. Mas ainda não sabem de nada”, concluiu o aluno.

Contactadas pelo Expresso, tanto a DGS como a Faculdade recusaram explicações adicionais, limitando-se a remeter para os comunicados.