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Bastonário dos médicos lamenta arquivamento de casos de mortes nas urgências

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No inverno de 2015, as urgências de vários hospitais ficaram entupidas perante a afluência de doentes

José Carlos Carvalho

José Manuel Silva lamenta que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde não tenha instituído processos disciplinares aos conselhos de administração dos hospitais e aos diretores clínicos das instituições em causa para avaliar responsabilidades nas mortes nas urgências no último inverno

O bastonário da Ordem dos Médicos considera lamentável que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde não tenha instituído processos disciplinares aos conselhos de administração dos hospitais na sequência das mortes nas urgências no inverno passado.

José Manuel Silva comentava esta quarta-feira, em declarações à agência Lusa, as notícias do arquivamento dos oito inquéritos abertos após a morte de doentes que, no último inverno, aguardaram muitas horas nos serviços de urgência hospitalares, avançadas nas edições desta manhã dos jornais "Público" e "Correio da Manhã".

Os jornais adiantam que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) arquivou os inquéritos por "não haver matéria para processos disciplinares" e propôs "mudanças de natureza administrativa".

José Manuel Silva diz que o Ministério da Saúde deveria apresentar já um plano de contingência para o próximo inverno

José Manuel Silva diz que o Ministério da Saúde deveria apresentar já um plano de contingência para o próximo inverno

José Carlos Carvalho

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos lamenta que a IGAS não tenha instituído processos disciplinares aos conselhos de administração dos hospitais e aos diretores clínicos das instituições em causa para avaliar responsabilidades.

"A IGAS deveria ter avaliado as suas responsabilidades, que são objetivas nestas situações, porque os conselhos de administração dos hospitais e as direções clínicas não prepararam adequadamente os seus serviços de urgência para uma situação que em todos os invernos é previsível: o aumento da procura dos serviços de urgência e da necessidade de internamento", explicou.

José Manuel Silva considera também que o Ministério da Saúde deveria apresentar já um plano de contingência para o próximo inverno.