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Proteção Civil já sabe quanto custa reparar os Kamov mas não revela

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António Pedro Ferreira

Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil manifestou-se preocupado com a reparação dos três aparelhos, inoperacionais este ano, numa altura em que já está a preparar as operações de combate aos incêndios no próximo

O presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse esta terça-feira já dispor de orçamento para a reparação dos três helicópteros Kamov, escusando-se a adiantar valores por não os ter apresentado ainda à tutela.

“Ainda não há decisão [sobre a reparação], mas tivemos orçamentos para a reparação dos três aparelhos”, disse o major-general Francisco Grave Pereira, referindo-se ao Kamov que sofreu um acidente há dois anos durante o combate a um incêndio e aos outros dois helicópteros que estão inoperacionais e que, ao contrário do previsto, não integraram o dispositivo de combate a incêndios este ano.

Francisco Grave Pereira, que participava numa conferência de imprensa para balanço final da fase “Charlie” (1 de julho a 30 de setembro) do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), realizada na sede da Proteção Civil em Carnaxide (Oeiras), acrescentou que estão a “desagregar os valores dos orçamentos” para os apresentar à tutela.

A 1 de setembro, o presidente da ANPC revelou desconhecer o valor da reparação dos três helicópteros alegando que estava dependente da avaliação que ia ser feita por uma equipa russa que chegava a Portugal durante essa semana.

Esta terça-feira, Francisco Grave Pereira considerou que a reparação dos Kamov é uma matéria que “preocupa” a Proteção Civil, uma vez que esta está já a preparar o trabalho para o próximo ano, pelo que interessa saber se podem ou não contar com aqueles aparelhos.

Recordou que, no início da fase “Charlie” (1 de julho a 30 de setembro), o DECIF contou apenas com um Kamov, o que dificultou o trabalho e sublinhou que os bons resultados obtidos este ano no combate a fogos florestais se deveu à “gestão integrada” de toda a equipa e dispositivo que “fez compensar a falta de meios aéreos”.

Francisco Grave acrescentou que a reparação dos helicópteros é um processo “complexo”, não só pelos valores em causa, como também pelas verbas que entendem que o Estado português tem direito.

“A nossa intenção é recuperar os meios aéreos”, disse, sublinhando, porém, tratar-se de matéria cuja palavra final pertence à tutela [Ministério da Administração Interna].

Por seu turno, o comandante nacional operacional da proteção Civil, comandante José Manuel Moura, referiu ainda que o dispositivo de combate especial a incêndios deste ano não contou, pontualmente, com três helicópteros ligeiros que sofreram acidentes em combate a fogos, mas que, contudo, o dispositivo conseguiu repor de imediato.