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Sequestro em Lagos acabou quase 9 horas depois: reféns libertados ilesos

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LUÍS FORRA/ Lusa

Homem que se tinha barricado nas instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Lagos entregou-se. Um polícia ficou ferido durante a operação

Chegou ao fim o sequestro que durava há 9 horas na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagos, no Algarve. O sequestrador entregou-se às autoridades às 18h desta segunda-feira. Os três reféns saíram sem qualquer ferimento mas “assustados”, avançou ao Expresso fonte da PSP.

O homem entrou nas instalações da CPCJ por volta das 9h15, tendo feito três reféns, todos adultos e um deles militar da GNR. As autoridades foram alertadas e o local foi cercado por agentes da PSP, que criaram um perímetro de segurança e tentaram demover o homem. Nesta fase inicial, um dos agentes foi ferido no rosto durante a operação. Os ferimentos são ligeiros e o agente está livre de perigo, confirmou a PSP em conferência de imprensa.

O homem, que tinha consigo uma caçadeira, uma pistola e uma faca de mato, fez exigências aos negociadores que estiveram no local. Mas as autoridades não revelaram exatamente o que foi pedido. “Primeiro conseguimos convencê-lo a entregar os reféns e posteriormente a entregar-se. Todas as pessoas com que pediu para falar, falou. Tudo o que pediu e foi possível satisfazer, satisfizemos”, disse a PSP de Lagos.

“A negociação durou 8 horas, teve muitos avanços e muitos recuos. A estratégia foi negociar ao máximo de modo a que conseguíssemos a rendição. Obviamente só usaríamos a força se sentíssemos que a vida dos reféns estava em risco”, acrescentou a polícia.

Para já, ainda não há confirmação oficial sobre quais os motivos que levaram o homem a barricar-se nas instalações da CPCJ. No entanto, a TVI avança que o homem barricou-se por lhe terem sido retirados os dois filhos, que estão numa instituição em Lisboa.

As instalações da CPCJ de Lagos situam-se numa zona habitacional, perto da Escola Júlio Dantas.