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Passou-lhe uma nuvem pela cabeça, deitou-lhe as mãos e… matou-o

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Retrato-robô de Maria do Carmo Mendes, aos 23 anos, baseado numa antiga foto. Matou o filho de um mês, em 1897

A descrição do estrangulamento é violenta. Maria do Carmo disse como o fez, disse que lhe apertou o pescoço por duas vezes… e ficou horas com o filho ao colo, esperando a escuridão da noite. Este é o sétimo caso da série “Crime à Segunda”, que o Expresso está a publicar sobre criminosas portuguesas

Anabela Natário

Anabela Natário

Texto

Jornalista

João Roberto

João Roberto

Ilustrações

Motion designer

Receou que a vissem: deixou-se ficar sentada no banco do jardim “com ele nos braços”, esperou que fosse noite, “envolveu-o num cueiro feito de um bocado de chita” e pousou-o “no sítio”. Maria do Carmo Mendes, órfã de 23 anos, criada de servir, vinda há seis meses de Pombal para Lisboa, descreveu o crime à polícia e, no final, terá perguntado: “Quantos anos me cabem de prisão?” Quatro meses depois, o tribunal deu-lhe a resposta.

Pela manhã de 8 de janeiro de 1897, José Lourenço andava a apanhar cascas e folhas de eucalipto no Campo Grande para acender o lume e fazer o almoço quando, no sítio a que chamavam “Lagoa”, um monte de trapos no solo húmido da chuva lhe chamou a atenção. Olhou melhor, pareceu-lhe ver um pezinho fora dos panos… Assustado com a confirmação, correu a chamar um bombeiro que trabalhava por perto.

Alertado por Lourenço, Adolfo Fernandes foi comunicar o achado ao administrador do jardim e o cantoneiro, que a eles se juntara, foi chamar a polícia, tendo falado com um guarda que, por sua vez, informou o cabo da esquadra mais próxima, o qual, por seu turno, mandou um homem convocar o juiz e o delegado de saúde. Depois de se seguir a rede informativa da época, todos se juntaram perto da Lagoa, observando o embrulho.

Então, abriram-no e descobriram o corpo de um menino que pensaram não ter mais de dois meses de idade. Viram o bebé embrulhado num xaile de casimira preto, num pano grosso de cozinha e noutros trapos, tendo uma tira em redor da cintura. Apresentava a língua e os lábios negros e parecia ter sinais no rosto que todos julgaram serem resultado de alfinetadas.

“A polícia trata de descobrir a mãe da criança”, escreveu a 9 de janeiro de 1897 a “Vanguarda”, que, nos dias seguintes, estará a “assassinar” Maria do Carmo, chamando-lhe mãe perversa, malvada, mulher infame, fazendo conjeturas sobre o seu comportamento, sobre o seu relacionamento com o filho que “lançou para um canto como objeto inútil”.

Na autópsia, não se provaram as picadas de alfinete, mas saltaram à vista as escoriações no pescoço. Depois de observarem os órgãos internos, os dois subdelegados de saúde escreveram no relatório que “a morte fora efetivamente produzida por estrangulamento”. O corpo foi autopsiado na casa dos depósitos do cemitério do Alto de São João, como de hábito - o que já não se enquadrou no costume foi ter esperado quatro dias para o ser.

Os exames aos cadáveres andavam atrasados porque o Hospital de S. José não dispensava o encarregado dos cortes, com “receio que não lhes pagassem, e as ferramentas da Câmara Municipal depositadas no Alto de São João não se encontrarem em estado de servir”, segundo os jornais. Um homem que morrera no dia 6 ainda esperava no dia 10 para ser autopsiado, assim como o bebé estrangulado no dia 7 mas só encontrado no dia seguinte debaixo de um arbusto, perto da margem da lagoa do Campo Grande. Seria este compasso de espera, no entanto, que proporcionaria a rápida captura de Maria do Carmo.

A notícia, em "A Vanguarda" de 9 de janeiro de 1897, que levou à identificação da criminosa

A notícia, em "A Vanguarda" de 9 de janeiro de 1897, que levou à identificação da criminosa

Biblioteca Nacional Digital

No domingo, dia 9, Maria José Nunes leu a notícia de “A Vanguarda”, teve um mau pressentimento e deu-a a ler ao vizinho do primeiro andar. Gaspar Manuel fica a pensar na descrição das circunstâncias — o cabo da marinha reformado e a mulher albergavam em casa uma jovem provinciana, receberam-na grávida e ajudaram-na a ter um menino, por isso, estes dois moradores da travessa dos Escaleres, perpendicular à rua da Junqueira, ficaram “com a pulga atrás da orelha”.

Maria do Carmo saíra de manhã, dizendo que ia "à procura de casa", de um patrão para quem trabalhar. Mas tivera um comportamento inquietante. Na sexta-feira, dia 7, saíra com a mulher de Gaspar para irem a Lisboa, e Elvira da Conceição regressara sozinha, a rapariga arranjara uma desculpa para se apartar, só voltara pelas 15h de sábado, um pouco agitada e sem o filho.

Às perguntas do casal sobre o paradeiro da criança, ela respondeu “lá ficou” mostrando pouca vontade de se explicar. À insistência dirá: “Entreguei-a a uma mulher de Leiria que estava à porta da Santa Casa da Misericórdia. Vai criá-la”. Gaspar e Elvira contarão aos jornais que o diálogo se prolongou sem que tivessem sabido nada, daí terem ficado com a sensação que “se dera facto grave, porém calaram-se, aguardando os acontecimentos”.

A jovem desnorteara-se, não pernoitara em casa, contava uma história pouco amadurecida. Dizia que ficara de enviar dois mil e quinhentos réis por mês à tal mulher de Leiria. “Parece impossível que uma ama recebesse a criança sem lhe darem dinheiro. Mas quem é essa mulher? Como se chama?”, retorquira Gaspar Manuel. Ela não sabia, nem o nome nem a morada. “Ora essa! Então como há de mandar-lhe o dinheiro?” A resposta sai-lhe: “A mulherzinha resolveu vir aqui, todos os meses”. Para a última observação, já não teve argumentos. “Tem razão, tem”, disse Maria do Carmo quando Gaspar contrapôs: “Mas isso não pode ser. Só em viagens de Leiria para Lisboa gastam-se os dois mil e quinhentos réis!”.

O lago do Campo Grande, nos anos 60, já depois da grande transformação do jardim, operada em 1945 por Keil do Amaral. A Lagoa, como lhe chamavam no século XIX, não estava muito diferente do que era em 1897

O lago do Campo Grande, nos anos 60, já depois da grande transformação do jardim, operada em 1945 por Keil do Amaral. A Lagoa, como lhe chamavam no século XIX, não estava muito diferente do que era em 1897

DR

Gaspar e Elvira não pararam de falar no assunto, aguardando em vão a noite de domingo. Maria do Carmo não apareceu. Na segunda-feira, dia 10, o cabo da marinha decidiu ir investigar por conta própria. Quando se aprontava para sair, a rapariga apareceu. O homem, determinado, disse à mulher que não a deixasse sair até ele voltar. E rumou ao Alto de São João, onde pediu para ver o cadáver, adiantando que poderia conhecer a mãe. O administrador satisfez-lhe o pedido.

Reconheceu as feições do bebé - mais do que isso, reconheceu o cueiro em que este permanecia envolvido, “era feito com a metade de um xaile que sua mulher dera a Maria do Carmo”. Logo ali denunciará a moça que protegia desde que, no dia 10 de outubro de 1896, uma criada do casal a encontrara na praia, em frente da Junqueira, a chorar, desesperada com a vida, pensando em suicídio. A serviçal foi chamar a senhora, que se deixou convencer, arranjando à “pobrezinha” uma cama em sua casa, com a anuência do marido.

FUGA DE POMBAL, no encalço do homem que a “desonestara”

Maria do Carmo contou a Elvira que viera em junho ou julho de Pombal, onde se deixara levar por um militar a cumprir serviço nesta terra do distrito de Leiria enquanto ela servia em casa do senhor Silvério. Até esta altura, mantivera-se na região do seu nascimento no ano de 1874 - filha de Sebastião Mendes e Maria Mendes -, que era no lugar do Mogadouro, na freguesia de Santiago da Guarda, quando o concelho de Ansião se escrevia com c em vez do s. O namoro parecia sério, prolongou-se mesmo durante o tempo em que o rapaz foi destacado para Leiria e ele visitava-a nos dias de licença.

Terminado o serviço militar, o moço regressou a Pombal e tudo continuou às mil maravilhas até maio. Foi por esta altura que Maria do Carmo lhe revelou a gravidez. O namorado não recebeu bem a notícia, não tinha dinheiro nem trabalho, não podia assumir a paternidade nem pensar em casamento. E disse-lhe que decidira partir para o Brasil, terra de todas as esperanças, prometendo-lhe voltar para os dois, mãe e filho, quando fizesse fortuna.

O ex-militar, do qual não consta o nome, sumiu-se num ápice. Maria do Carmo desconfiou, ou alguém lhe soprou ao ouvido, que ele não chegara a embarcar, que ficara em Lisboa, e resolveu ir no encalço do “homem que a desonestara”. Despede-se, está grávida de três meses, na verdade já não poderia continuar na casa em que servia há seis anos, a não ser que quisesse desvendar o seu estado. Sai de Pombal em busca do pai da criança e do anonimato.

Maria do Carmo terá pensado que, na capital, cidade com mais de 300 mil habitantes, a gravidez não lhe pesaria tanto como na então vila de Pombal (será cidade apenas em 1991), que apesar de ser desde o início do século XIX um importante centro agrícola e comercial, não chegará a ter mais de três por cento da população de Lisboa, portanto, todos se conhecem. No ano de 1897, o concelho teria à volta de 30 mil munícipes no total.

QUE FAZER COM UMA CRIANÇA NOS BRAÇOS?

A própria contará que se cruzara com uma parturiente a quem pedira conselhos sobre o que fazer ao recém-nascido, quando internada no Hospital de São José, na enfermaria de Santa Bárbara destinada a 42 grávidas e puérperas - na certa uma mãe solteira como ela, já que a esmagadora maioria dos registos de batismo nesse mês são de “filhos ilegítimos” de criadas de servir, domésticas ou costureiras. “O melhor é ir à Santa Casa da Misericórdia enjeitá-la e se aí não receberem a criança, então exponha-a numa escada”, dissera-lhe a outra. Ela até seguiu o conselho, mas na Misericórdia “não quiseram aceitar a criança porque fora concebida em Ansião”.

Foi nesse momento que Maria do Carmo resolveu que o melhor seria matar o bebé, na altura com cerca de um mês, nascido a 12 de dezembro de 1896. Mesmo assim demora a convencer-se. Por um lado julga que desfazer-se do “empecilho” é a forma de conseguir refazer a vida, já que pensa que ninguém lhe dará trabalho nem nenhum homem a quererá tendo uma criança nos braços; por outro, esta é carne da sua carne.

Os jornais reconstituirão os passos de Maria do Carmo. Após estrangular o filho, vagueou por Lisboa sem entender aquela “nuvem que lhe passara pela cabeça”. Sentia-se fraca, não comia desde manhã cedo, deu por si na rua de S. José. Sem conseguir andar mais, entrou num armazém de vinhos, onde Carolina da Costa também vendia legumes e hortaliças. Ofereceu-se para todo o serviço em troca das refeições, explicando que chegara a Lisboa nessa manhã e temia perder-se na cidade.

A história valeu-lhe uma dormida no quarto da criada, a quem confidenciará que se encontra em Lisboa há dois meses, e que a última casa em que trabalhara localizava-se na rua do Carreão. A primeira, propriedade de um major, tinha sido perto do matadouro municipal que ficava no largo do mesmo nome, alterado em 1915 para praça José Fontana. O matadouro, desenhado pelo arquiteto e engenheiro francês Pedro José Pesarat, autor dos Banhos de S. Paulo 13 anos antes, em 1850, ocupava uma área de mais de 13 mil metros quadrados na vizinhança do Liceu Camões, construído em 1909.

Ganhou a dormida e uma caneca de café, de manhã, antes de retornar à travessa dos Escaleres. Naquela loja não havia lugar para si. Na tarde de sábado já se encontrava de novo na Junqueira. No domingo saiu de manhã e foi “a uma modista na estrada do Poço dos Mouros, no Pátio da Pimenteira” (provavelmente calçada do Poço dos Mouros, na Penha de França, por sinal perto do cemitério), de onde saiu à noite para a rua da Mouraria. Aqui, sentindo-se enfraquecida, comeu um bacalhau com pão na casa de pasto de Manuel Vilarinho.

Depois de comer, perguntou ao empregado se lhe indicava um local perto para pernoitar e este mandou-a a um quarto andar do nº8 da rua dos Alamos, na antiga freguesia do Socorro. Passou aí a noite, na hospedaria de Mariana da Conceição. Não conseguindo encaminhar-se noutro sentido. Na manhã seguinte, pelas 11h, decidiu regressar à travessa dos Escaleres. Afinal, Gaspar e Elvira recebiam-na sempre. Mas o casal gostava especialmente do menino, fora até Gaspar quem lhe arranjara os papéis para ir ter a criança no Hospital de São José.

Os locais onde se passa este caso, na planta de Lisboa

Os locais onde se passa este caso, na planta de Lisboa

João Roberto

Maria do Carmo saíra da enfermaria no dia 26 de dezembro. Com a criança nos braços, convencida de que não conseguiria arranjar maneira de ambas sobreviverem. Agora, libertara-se… Ainda devia estar a rememorar o que lhe acontecera em dez meses, quando Gaspar regressou a casa, vindo do cemitério, e a confrontou com o “crime infame que cometera”. A rapariga, que fazia meia, cobriu a cara com as mãos, lamentou-se e chorou.

O homem foi então à esquadra de Belém dar conta do sucedido. Dali telegrafaram para o Governo Civil e, pelas 17h, o chefe Sacarrão e o agente Ferreira batiam à porta do casal. Nessa segunda-feira, dia 10 de janeiro de 1897, três dias depois do crime, foi presa, levada para a esquadra, interrogada. Sob pressão, confessou o crime. Passou essa noite no gabinete do chefe Ferreira, sentada numa cadeira, com o lenço a encobrir-lhe o rosto.

Gaspar Manuel revelou tudo à polícia, juntando uma apreciação muito negativa da moça que albergara em casa. Elvira da Conceição, ao prestar testemunho na esquadra, também dirá que via em Maria do Carmo pouco amor pelo filho, que esta lhe dissera que o tencionava matar e Elvira se convencera de que os seus conselhos no sentido contrário tinham dado resultado. Outros vizinhos deporão em seu desfavor. O cabo da marinha, que admitirá nunca ter engraçado com a rapariga, terá chegado a ameaçá-la com a denúncia à polícia se ela mantivesse aquele pensamento de “fazer mal ao pequenino”.

“Semelhante crime revolta, põe calafrios na espinha dorsal”

Quando naquela sexta-feira deixara Elvira, começou a andar pela Avenida da Liberdade e só se detivera no Campo Grande. Disse que, com o desespero, lhe passou uma nuvem pela cabeça e lançou as mãos ao pescoço do filho. Abstendo-nos de entrar em pormenores, diga-se apenas que Maria do Carmo repetiu o gesto duas vezes para ter a certeza de que o bebé morrera. Após pensar um bom bocado no que fazer ao corpo, embrulhou-o com cuidado e pousou-o debaixo de um arbusto, de modo a que quem passasse pudesse vê-lo.

“Estas aberrações são pouco vulgares. Algumas mães açoitadas pela fome e pela miséria abandonam muitas vezes os inocentes na Santa Casa da Misericórdia, ou pelas escadas, mas raramente as matam”, escreveu a "Vanguarda" no dia 12 de janeiro, acrescentando: “Semelhante crime revolta, põe calafrios na espinha dorsal, e ainda mais quando a culpada faz uma confissão como Maria do Carmo fez”.

Em três dias do mês de janeiro de 1897, duas mães e um pai são suspeitos de maus-tratos a crianças

Em três dias do mês de janeiro de 1897, duas mães e um pai são suspeitos de maus-tratos a crianças

Biblioteca Nacional Digital

As notícias sobre mães que matam recém-nascidos - na maioria, o crime é cometido na altura do nascimento - têm alguma assiduidade nos jornais. E malvadezas a crianças também. No dia 9 fora notícia um pai, de 60 anos, que violara uma filha de cinco anos de quem tinha a tutela, contagiando-a com sífilis; no dia 10, a polícia recebera uma queixa de maus-tratos de uma outra menina de 16 meses, a qual era de tal maneira espancada pela mãe e companheiros que já estava aleijada de uma perna. Isto para falar apenas nestes dias.

Maria do Carmo respondeu no 3º distrito criminal no dia 13. Foi da esquadra até à Boa-Hora escoltada por dois agentes da judiciária. Não percebia o que lhe estava a suceder, de tal forma que quando, no cartório do escrivão, viu partir os polícias, seguiu-os e estes só deram por isso ao fundo da rua Nova do Almada. “Que faz aqui?”, perguntaram-lhe admirados. “Acompanho-os. Como me trouxeram até ali, imaginava que não devia abandoná-los”, respondeu ao levarem-na de volta ao tribunal.

“Quando lhe perguntaram porque tinha praticado tão repugnante ato, respondeu que matara o filho por miséria e para este não lhe servir de estorvo. Que como odeia o homem que a seduziu e como a infeliz criança se parecia com ele, talvez esta circunstância a tivesse obrigado a matar a criança para não mais ver a imagem daquele que abusou da sua confiança e o causador de toda a desgraça”, lê-se em “A Vanguarda”.

O jornal, republicano, defensor dos direitos das mulheres, mas implacável com filicídios, acompanhou o caso até ao julgamento, quatro meses depois, a 28 de abril de 1897. Maria do Carmo, de vestido e xaile negros e, na cabeça, lenço de seda da mesma cor, chorou a audiência inteira. Não apareceu ninguém a abonar a seu favor. Em poucas horas, o júri deu o crime como provado e o juiz condenou-a por homicídio voluntário a oito anos de cadeia e 12 anos de degredo ou 25 anos em possessão portuguesa de 1ª classe. A última notícia que se tem dela é dada pela “Galeria dos Criminosos Célebres”: em 1906, cumprida a prisão no continente, estava em Angola há um ano.

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