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Lagos. Um sequestro que parece não ter fim à vista

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Homem continua barricado nas instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Lagos. O sequestro, que já dura há mais de oito horas, fez um ferido ligeiro

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A tensão ainda não terminou em Lagos. Desde as 9h15 desta segunda-feira que um homem armado se mantém barricado nas instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagos. Fez três reféns, quase todos trabalhadores da CPCJ, e mantém um braço de ferro que fez um ferido ligeiro.

Uma fonte oficial da PSP revelou ao Expresso que o dispositivo policial continua em alerta e preparado para todos os cenários.

O homem, que tinha consigo mais do que uma arma, fez exigências aos negociadores que estiveram no local. Mas as autoridades preferiram não revelar o que ele pediu, por razões de segurança.

As instalações da CPCJ de Lagos, que se situam numa zona habitacional perto da Escola Júlio Dantas, estiveram cercadas por agentes da PSP, que criaram um perímetro de segurança durante estas últimas horas.

Logo no início do sequestro, o homem baleou na cabeça um agente da PSP mas os ferimentos foram ligeiros e o Expresso sabe que o agente se encontra livre de perigo. Desde essa altura não houve registo de mais disparos.

De acordo com a TVI, o homem barricou-se por lhe terem sido retirados os dois filhos, que estão numa instituição em Lisboa, uma informação que não foi confirmada oficialmente para não pôr em perigo os três reféns que estiveram no interior das instalações. Já fez entretanto declarações à CMTV, pedindo para ter os filhos de volta.